Suécia amplia uso de livros impressos nas escolas após queda no desempenho de estudantes
Mudança ocorre após avaliações apontarem dificuldades em leitura e matemática; debate sobre o uso de telas nas salas de aula segue dividindo especialistas
Conhecida pelo alto nível de digitalização, a Suécia tem ampliado o uso de livros impressos e reduzido a presença de telas nas salas de aula. A iniciativa busca fortalecer a aprendizagem após avaliações apontarem queda no desempenho de estudantes em áreas como leitura e matemática.
Segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 24% dos alunos suecos de 15 anos não alcançaram o nível básico de compreensão de textos em 2022.
Diante desse resultado, o país passou a investir mais em livros didáticos e materiais físicos. Além disso, autoridades educacionais começaram a revisar políticas que incentivavam o uso intenso de recursos digitais na educação.
Debate sobre o uso das telas
A mudança também foi influenciada por debates envolvendo pesquisadores e especialistas em educação.
Segundo estudos considerados durante a revisão das políticas educacionais suecas, o excesso de distrações digitais pode prejudicar a concentração dos alunos. Além disso, em determinadas situações, o uso excessivo de telas pode dificultar a compreensão de conteúdos e a absorção de informações.
Por outro lado, especialistas ressaltam que a tecnologia continua sendo uma ferramenta importante para a aprendizagem. No entanto, defendem que ela seja utilizada de forma equilibrada e com objetivos pedagógicos bem definidos.
Realidade também preocupa no Brasil
A preocupação com a leitura não se limita à Suécia. No Brasil, os desafios também chamam a atenção.
Dados do Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS), divulgados em 2023 com base em informações coletadas em 2021, mostram que cerca de 38% dos estudantes brasileiros não dominavam as habilidades mais básicas de leitura.
Na prática, isso significa que muitos apresentaram dificuldades para localizar e reproduzir informações que estavam claramente apresentadas em um texto.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de estimular o hábito da leitura desde os primeiros anos de vida.
Leitura e boas influências desde a infância
Nesse sentido, iniciativas como a Força Teen Universal (FTU), a Força Jovem Universal (FJU) e a Biblioteca da Fé, da Escola Bíblica Infantil (EBI), incentivam o desenvolvimento pessoal, a convivência saudável e o contato com os livros desde a infância.
Além disso, a Unipro Editora disponibiliza obras voltadas ao público infantil, infantojuvenil e jovem. Os livros abordam temas relacionados a valores, comportamento, desenvolvimento pessoal e fé. Dessa forma, contribuem para a formação de leitores e para o fortalecimento de princípios importantes ao longo da vida. Você pode adquirir, clicando aqui.
Por isso, investir na leitura, em ambientes saudáveis e em boas influências pode contribuir para a formação de crianças e jovens mais preparados para os desafios acadêmicos e para o futuro.
(*) Com informações da coluna de Patrícia Lages – R7
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