“Sofri abuso sexual”

Ela teve depressão, via vultos e ouvia vozes estranhas. Em casa, as brigas eram constantes

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Rosemare de Oliveira Marques, de 43 anos, massoterapeuta e depiladora de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, hoje exibe um sorriso que inspira paz. Mas ele não foi conquistado sem lutas ou sem que ela passasse por problemas que muitos nem imaginam.

Na juventude, ela teve depressão, via vultos e ouvia vozes. Além disso, as brigas entre seus pais eram constantes. Sua mãe começou a frequentar a Universal e ela a acompanhou. “Me libertei de todos os sintomas e senti uma paz imensa. Comecei a me entregar e a me dedicar a ganhar almas. Depois fui levantada a obreira.”

Rose, como é conhecida, orou, mas não vigiou. “Por achar que não havia ninguém para mim na Igreja, me envolvi com pessoas que não eram da mesma Fé. Pouco depois entreguei meu uniforme de obreira.”

O relacionamento durou só três meses e ela mergulhou na lama. “Vivia em festas e, em uma delas, bebi demais e sofri abuso sexual. Chorei muito e me senti um lixo. Comecei a me prostituir. Negociava nas próprias festas. Vivi assim por 16 anos. A sensação de que a qualquer momento eu poderia morrer e ir para o inferno me atormentava, pois, apesar de fazer coisas erradas, eu conhecia a Verdade”, lembra. “Espiritualmente falando, me sentia um zumbi. Eu sabia que o mundo não era o meu lugar.”

Rose sofreu uma tentativa de assalto e sua vida esteve por um triz, mas Alguém não havia se esquecido dela. “Em uma fração de segundos, pedi misericórdia a Deus. Ele me livrou, mas só me vinha um pensamento: tinha que voltar. Me lembrei da oração que o Bispo Macedo fazia na rádio. Havia a certeza de que voltar era melhor.”

Já na primeira reunião, ela percebeu a diferença: “fui tomada por um abraço gigante. Larguei todas as coisas erradas e pus toda a força na busca pelo Espírito Santo, pois saiba que, se não nascesse de Deus, não permaneceria. Obedeci cegamente ao que era orientado e foi numa quarta-feira, na Escola da Fé, que o Espírito desceu sobre mim. A certeza de que Deus era comigo invadiu meu ser”.

Obreira novamente, ela relata sua experiência: “quando um afastado retorna, meus olhos se enchem de lágrimas, pois sei exatamente o que ele está sentindo. Sei que enquanto há vida, há esperança”.

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Colaborador

Marcelo Rangel / Foto: Cedida