“Parei de me fazer de coitadinha”

Gerlaine pensava que seu caminho seria o mesmo de sua mãe e que seria infeliz. Ela passou a ouvir o Espírito Santo e mudou sua conduta

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Durante sua infância, Gerlaine Rocha, de 31 anos, enfrentava um problema familiar: sua mãe era alcoólatra. O vício a fazia passar por situações vergonhosas. “Lembro-me do dia em que minha mãe dormiu no chão da casa de uma amiga, de tão bêbada que estava, e que eu peguei um cobertor e a cobri. Eu tinha só 6 anos na época.”

Na adolescência, Gerlaine converteu-se ao Senhor Jesus, foi batizada com o Espírito Santo e levantada a obreira. Ela seguia seriamente o caminho da Fé, mas tinha pensamentos de que sua vida seria de derrotas como a de sua mãe.

Em suas orações, acabava se vitimizando, principalmente em relação à área amorosa. Ela sempre questionava a Deus o motivo de outras jovens serem felizes nos relacionamentos, enquanto ela permanecia solteira. Achava injusto viver daquela forma pelo fato de servi-Lo.

Até que um dia, durante uma reunião, ela mudou sua postura diante de Deus. “Percebi que me portava como coitadinha. Deixei de me considerar uma vítima e passei a agir como alguém que queria o cumprimento da Palavra dEle, que diz ‘eu e a minha casa serviremos ao Senhor.’ (Josué 24.15)”.

Gerlaine então percebeu que mesmo tendo o Espírito Santo impedia a ação dEle em sua vida pelo fato de priorizar as emoções e não ouvi-Lo. “Viver uma injustiça causa um bombardeio de dúvidas. Mudei minhas atitudes e subi ao Altar, o tribunal do Justo Juiz”.

A mudança de postura a levou à vitória. Ela reconheceu que não deveria aceitar a infelicidade de sua mãe. “Hoje, minha mãe é uma nova mulher, liberta, sem vícios, convertida e me dá suporte espiritual. É professora na Escola Bíblica Infantil (EBI) e voluntária da Evangelização.”

Toda a sua vida mudou. “Quando sua causa é julgada por Deus, há paz e satisfação. Parei de levar aquela vida travada pelas dúvidas, pois eu tinha as armas para vencer e não as usava. Sou casada, feliz e ciente de que sou capaz de amare ser amada.”

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Colaborador

Marcelo Rangel / Foto: Demetrio Koch