O que há de errado com o Natal?
A data nada tem a ver com o nascimento do Senhor Jesus. Saiba o que ela realmente representa
Ruas iluminadas, lojas decoradas e ofertas chamativas, guirlandas, bonecos de neve, árvores e pinheiros enfeitados e mesas fartas são símbolos do Natal. O “espírito natalino” prega o amor e a confraternização, mas o que muitos não sabem é o que realmente está por trás desta data.
Em seu blog, o Bispo Júlio Freitas explica algumas contradições que marcam este período do ano. Se, por um lado, vive-se o Natal como um momento de partilhar, de celebrar o nascimento do “menino Jesus” – embora tenha sido provado pela ciência que o Senhor Jesus teria nascido entre os meses de março e abril –, por outro, existe o incentivo ao consumismo desenfreado. “Natal, especialmente hoje em dia, é sinônimo de presentes, pois eles serão a medida da consideração, do apreço, do amor ou do respeito, valores substituídos pelos bens materiais nesta época. É um consumismo desmedido e alimentado constantemente. Observe que a publicidade mostra sugestões de presentes alusivos à época em todos os meios de comunicação. É um bombardeamento constante, direcionado para todas as idades”, diz o Bispo Júlio.
Tradição?
Este é o Natal que a maioria das pessoas está habituada a viver ano após ano, em um círculo vicioso. Tudo gira tanto em torno desta festividade que quem não faz parte dela sente-se, no mínimo, excluído.
Essa é uma das épocas do ano em que mais se verificam tentativas de suicídio, ressalta o Bispo Júlio. Ele afirma que quem não tem família para confraternizar ou não tem dinheiro para presentear os seus e se sentir acolhido se torna infeliz, triste e deprimido, à margem desse cenário. “É como se o seu amor fosse medido pelos presentes, pelo número de presenteados e pelas ceias natalinas” afirma.
A origem
Mas você já se perguntou de onde vem essa tradição? Quando Jesus nasceu, três reis magos trouxeram presentes para o Messias e para mais ninguém, conforme descrito no livro de Mateus, capítulo 2, versículos 1 e 11: “E, tendo nascido Jesus em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém. (…). E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra”.
Então percebemos que o único a ganhar presentes foi o Senhor Jesus, o que não acontece atualmente. Quando o Messias veio ao mundo não existia Papai Noel – há quem diga que ele foi criado por uma fabricante de refrigerantes para fins publicitários. Ou seja, o Natal não é bíblico nem tem nada a ver com o nascimento de Cristo.
Já a árvore de Natal, um dos ícones mais fortes da festividade, surgiu por volta do ano 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. De acordo com a lenda, Lutero caminhava pela floresta e ficou encantado com a visão de um pinheiro coberto de neve e sob o brilho das estrelas no céu. Quando chegou em casa, tentou reproduzir para seus familiares a linda imagem que tinha visto. Ele usou galhos de um pinheiro, algodão, algumas velas e outros adereços que imitavam as estrelas.
O Natal está ligado a muitas coisas menos a isso tudo que as pessoas dizem que ele é.
Símbolos pagãos?
Vale ainda mencionar as típicas guirlandas que enfeitam as portas das casas. O que muitos não sabem é que ela é um objeto pagão, pois representa o deus sol. Muito antes de Cristo, os amantes do sol criaram o hábito de tecer ramos de árvores verdes em círculos para pendurar nas portas das casas. Ou seja, o Natal surge como a sacralização de uma comemoração que era realizada pelas religiões pagãs.
O que realmente vale a pena?
Caro leitor, apele para sua Fé inteligente, reflita não só sobre a Palavra de Deus, mas sobre o mundo que o rodeia. Será que para comemorar o nascimento de Jesus é preciso se empenhar em agradar ao outro? Se Ele é o aniversariante, como muitos dizem, todas honras não deveriam ser dedicadas apenas a Ele?
Temos que comemorar todos os dias o nascimento de Cristo com as nossas atitudes, pois o que Ele quer é a nossa entrega. Ele quer que tenhamos nossos valores pautados na Palavra dEle. São esses valores que, ao contrário dos bens materiais, não desvanecem nem deterioram. Pelo contrário: eles permanecem e vencem o teste do tempo.
O Bispo Júlio enfatiza que é necessário investir nesses valores, especialmente nesta época do ano. “Se tiver que dar um presente a alguém ou até a si mesmo, que seja algo que o tempo, de forma alguma, vai corromper.” Então reflita: neste dia em que muitos comemoram o nascimento de Jesus, a vida de quem você realmente tem comemorado?
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