Rede aleluia
O que está por trás do novo Instagram para crianças
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
Recife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta RedondaCabo Frio
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão João da Boa VistaSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
BlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 3 de Maio de 2021 - 17:21


O que está por trás do novo Instagram para crianças

Empresa trabalha em projeto que pode viciar os menores

O que está por trás do novo Instagram para crianças

O Facebook, dono da mídia social Instagram, está desenvolvendo uma plataforma exclusiva para crianças que tenham menos de 13 anos de idade. A iniciativa gerou repulsa de especialistas e da comunidade em geral, que escreveu uma carta de repúdio à empresa.

A carta foi elaborada pela instituição Campaign for a Commercial-free Childhood (campanha para uma infância sem comerciais, em tradução livre) e assinada por 35 organizações e 64 profissionais do mundo inteiro.

De acordo com ela, “o modelo de negócios do Instagram se baseia em extensa coleta de dados, maximizando o tempo nos dispositivos, promovendo uma cultura de compartilhamento excessivo e idolatrando influenciadores, bem como um foco implacável em aparência física.”

A carta ressalta que, apesar de o Instagram já possuir idade mínima para usuários (13 anos), crianças com idade menor do que essa já utilizam a plataforma, pois é simples mentir a idade nessa situação. Sabendo disso, o real objetivo da empresa é alcançar crianças ainda menores, que cada vez mais estão utilizando a internet.

“O Facebook afirma que criar um Instagram para crianças ajudará a mantê-las seguras na plataforma. Mas o objetivo real da empresa é expandir sua franquia altamente lucrativa para um público ainda mais jovem, apresentando às crianças um poderoso ambiente de mídia social comercializado que representa sérias ameaças à sua privacidade, saúde e bem-estar”, afirmou à BBC Kathryn Montgomery, do grupo de direitos digitais dos Centro para Democracia Digital dos EUA.

Em resposta, o Facebook afirmou que está trabalhando em métodos de verificação de idade para afastar pessoas com menos de 13 anos do Instagram:

“Concordamos que qualquer experiência que desenvolvamos deve priorizar sua segurança e privacidade, e vamos consultar especialistas em desenvolvimento infantil, segurança infantil e saúde mental e defensores da privacidade. Também não vamos exibir anúncios em nenhuma versão do Instagram desenvolvida para menores de 13 anos.”

Será que é o suficiente?

Os especialistas afirmam que a proposta do Instagram em si já é prejudicial a crianças, pois é uma plataforma “obcecada pela imagem” e não deve ser utilizada por pessoas que ainda estão em desenvolvimento, sem nem sequer ter sua personalidade formada.

“O foco do Instagram em compartilhamento de fotos e aparência torna a plataforma particularmente inadequada para crianças que estão no meio de estágios cruciais de desenvolvimento de seu senso de identidade”, diz a carta. “Crianças e adolescentes (especialmente meninas) aprenderam a associar fotos exageradamente sexualizadas e altamente editadas de si mesmas com mais atenção na plataforma e popularidade entre seus colegas.”

Ademais, o Instagram apresenta “pressão comercial desnecessária” às crianças. Isso porque, mesmo que a nova plataforma não permita propagandas, sempre haverá aquele influenciador digital fazendo publicidade. Hoje, o Instagram é uma das plataformas de publicidade com artistas mais lucrativa tanto às empresas, quanto aos influenciadores.

Por fim, a carta ressalta que a proposta do Facebook de que a conta será controlada pelos pais é ineficaz. O próprio Facebook já criou uma mídia social que seguiria esse padrão, o “Messenger Kids”. Na ocasião, provou-se simples para crianças fingirem ser seus pais e utilizar a mídia social sem supervisão.

Isca do diabo

Em live realizada pelo FTU, o Pastor Paulo Cezar explicou que “os governos, o diabo, o mundo sabe que o futuro está nos jovens. Tudo o que é feito hoje já é feito pensando na cabeça de como influenciar um jovem”.

E as mídias sociais são especialmente desenvolvidas com esse intuito:

“Os pilares que definem o comportamento de uma pessoa: ações, opinião e tempo. Se você consegue dominar o comportamento, a opinião e o tempo de uma pessoa você domina a vida dela.”

As mídias sociais são planejadas para que as pessoas – e, no caso desse novo Instagram “infantil”, as crianças – passem cada vez mais tempo online. Para isso, o investimento em influenciadores digitais é grande. Esse conteúdo não apenas domina o tempo, como ensina como a pessoa deve se comportar e as opiniões que ela deve ter. Em resumo: o usuário se torna um viciado controlado.

Recentemente, um estudo demonstrou que o Instagram valoriza fotos sensuais e de seminudez, influenciando os usuários a postarem fotos do mesmo tipo.

“O que mais nós vemos hoje é muita gente que fica na internet se exibindo”, afirma o Pastor. “Realmente o diabo tem feito o ser humano de gato e sapato. Realmente o diabo tem envergonhado a humanidade e os jovens, para que se passem por ridículo, às vezes”.

De fato, a hiperexposição em redes sociais pode fazer muito mal às crianças. Clique aqui e saiba mais sobre o assunto.


O que está por trás do novo Instagram para crianças
  • Andre Batista / Foto: Getty Images 


reportar erro