Não se deixem enganar
Este é o primeiro domingo de 2020. Como estamos em um ano bissexto, teremos, a partir de hoje, 361 dias para fazer deste ano um período melhor e mais produtivo do que o ano que passou. É também uma oportunidade de atentar para o tipo de informação que vamos consumir ao longo dos próximos meses. Muitas delas são notícias falsas, publicadas e disseminadas na internet como se fossem verdadeiras. É claro que não podemos esquecer que, ao longo da história, os boatos sempre existiram, mas, com o advento da web, eles adquiriram novos formatos e até um nome: são chamados de fake news.
Elas são divulgadas por meio do Twitter, do Facebook e do WhatsApp, entre outros meios. Chegam facilmente às pessoas que usam essas redes sociais como fonte de informação e elas ainda as compartilham, na maioria das vezes, sem nem sequer checá-las.
As fake news possuem um grande poder viral: elas se espalham rapidamente e seu efeito pode ser devastador. Em 2019, a própria Igreja Universal foi alvo de notícias falsas disparadas na internet pelo jornal O Globo e pelo portal UOL.
Os dois veículos acusaram o Bispo Edir Macedo de ter interesses comerciais em um time de futebol e em uma marca de mel. Apesar da mentira ter se disseminado velozmente, a verdade prevaleceu e as denúncias caíram por terra, mas não sem antes causarem desconfiança em relação à instituição.
Ao que parece, as notícias falsas não estão restritas a um único alvo. Também no ano passado, o Ministério da Saúde se viu obrigado a fazer uma campanha para esclarecer a população que as vacinas disponibilizadas pelo órgão contra doenças como sarampo, gripe e hepatite, por exemplo, eram eficazes, ao contrário do que era falsamente divulgado nas fake news disseminadas na internet.
Induzidas por elas, muitos estavam deixando de se vacinar e de imunizar seus filhos contra doenças que poderiam deixar sequelas permanentes ou até matar.
Perigo
Por meio desses episódios, é possível perceber o quanto as fake news podem ser extremamente danosas, o que também vem desencadeando um movimento crescente para combatê-las.
A rede social WhatsApp, que acabou se tornando um grande meio para o compartilhamento de notícias falsas, iniciou, no final de dezembro passado, uma campanha educacional para combatê-las e lembrar aos seus usuários que os rumores nem sempre são fatos, além de oferecer dicas para que as pessoas possam se proteger contra a disseminação delas.
Outra notícia positiva é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou para este ano uma nova regra contra elas. O TSE incluiu na resolução sobre propaganda eleitoral das eleições de 2020 um dispositivo para tornar mais fácil aos candidatos obterem direito de resposta contra informações inverídicas ou fake news propagadas por campanhas adversárias.
Mesmo com esses esforços, o combate a elas não é fácil, pois a mecânica de produção e veiculação, na maioria dos casos, esconde, muitas vezes, a identidade dos criminosos. Para o internauta, o importante é conseguir identificar se uma notícia é sensacionalista ou falsa e não compartilhar conteúdo duvidoso. Buscar a informação em outras fontes, indispensavelmente confiáveis, é uma boa ferramenta para saber se uma notícia é verdadeira ou não.
Hoje, mais do que nunca, já que estamos em um ano de eleição e os brasileiros irão às urnas no mês de outubro para eleger mais de 5 mil prefeitos e cerca de 70 mil vereadores, é necessário desconfiar de toda informação que chega por meio das redes sociais e se manter bem informado para fazer a melhor escolha e não ser enganado. Fiquem sempre atentos.
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