Incentivo à educação ajuda a qualificar jovens internos

Universal no Socioeducativo (USE) doa material escolar para reeducandos da cidade de Benevides, no Estado do Pará

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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sou da Paz na Fundação Casa de São Paulo apontou que 67,7% dos adolescentes em conflito com a lei não frequentavam a escola quando foram internados. Para combater esse problema, que é realidade em todo o Brasil, o programa social Universal no Socioeducativo (USE) da cidade de Benevides, no Pará, mobilizou seus voluntários para conseguir doar material escolar para os internos da unidade.

Foram mais de 1.200 itens, como cadernos, lápis, canetas, cola branca e sulfite, beneficiando 60 socioeducandos do Centro Socioeducativo de Benevides (CSEB), em regime de internação.

O objetivo do USE é auxiliar as unidades socioeducativas na educação dos menores em conflito com a lei, que poderão concluir os estudos no período em que permanecerem na unidade e pavimentar seu caminho para a ressocialização.

“Comecei no mundo do crime com 11 anos, me afundei nas drogas e só queria fazer maldades. A minha vida mudou com a ajuda dos voluntários, que diziam que eu tinha valor e era precioso”, relata Mateus Santos, de 21 anos, ex-interno e atual voluntário do USE.

“Passei a acreditar no meu potencial e, hoje, estou reintegrado à sociedade. Retornei para a unidade socioeducativa para ajudar os garotos que estão na situação que estive um dia”, conclui.

Apenas no Estado do Pará, o programa social atende cerca de 500 jovens que cumprem medidas socioeducativas. Desde 2017, quando o programa começou no Estado, mais de 100 jovens foram ressocializados.

Os trabalhos do USE incluem apoio social e psicológico, cursos, palestras, entretenimento cultural e esportivo.

Educação x violência
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em 2018, mais de 912 mil crianças e adolescentes abandonaram os estudos e a maior parte dos jovens assassinados estava fora da escola ou em vias de abandoná-la. No Ceará, um estudo apontou que 70% dos menores de idade assassinados estava fora da escola há pelo menos seis meses.

* A ação foi realizada antes da Pandemia do novo coronavírus

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Colaborador

UNICom / Fotos: Cedidas