“Eu ficava dias sem falar com ele”

Saiba como Lília e Marcelo conseguiram superar as cobranças dentro do relacionamento

Imagem de capa - “Eu ficava dias sem falar com ele”

Muitas pessoas acreditam que para que sejam felizes na área amorosa basta encontrar alguém que corresponda aos seus ideias e que a partir daí darão início a uma bela história de amor. Mas o que acontece quando a convivência e as cobranças sufocam?

Essa situação foi vivida pela cirurgiã-dentista Lília Correia Vidal, (foto abaixo) de 42 anos, e o contador Marcelo Eduardo Corrêa Vidal, de 32 anos. Eles se conheceram em 2005 pela internet. Depois de alguns dias de conversa, eles decidiram marcar um encontro. “No primeiro encontro já senti algo especial por ele. Então vieram o segundo e o terceiro, mas, no quarto encontro, disse a ele que não nos veríamos mais porque eu estava gostando dele, frequentava a Universal e tinha consciência de que aquilo desagradava a Deus”.

“Eu ficava dias sem falar com ele”

Ela conta que na ocasião Marcelo ficou muito triste. “No dia seguinte, ele me ligou e me perguntou o endereço da igreja e os horários das reuniões. Respondi e acrescentei que se ele estivesse fosse só para ficar comigo não daria certo e que ele tinha que ir para buscar a Deus”, diz Lília.

No domingo seguinte, Marcelo foi à Universal. Ele estabeleceu uma comunhão com Deus e, em um mês, o casal apresentou o namoro no Altar. Pouco tempo depois, ficaram noivos e, após um ano e oito meses, no dia 3 de junho de 2007, se casaram no Altar da Universal de Lauro de Freitas, na Bahia.

Cobranças
Depois do casamento, Lília e Marcelo tiveram um choque de realidade. “Um dos problemas que enfrentamos foi a diferença de idade.

Apesar de ser um homem feito, ele não tinha maturidade emocional. Por outro lado, eu não o compreendia e ficava dias sem falar com ele até que ele assumisse a culpa”, reconhece Lília.

Em contrapartida, Marcelo cobrava que Lília fosse mais carinhosa, mas ela lhe dizia que o fato de ter se casado já era a maior prova de amor que poderia dar a ele. Marcelo também se queixava que ela não cozinhava e não cuidava da casa por causa do trabalho. “Ela dizia que eu a conheci daquele jeito e que eu não a mudaria”, afirma Marcelo.

Mudanças necessárias
Embora ambos frequentassem a Universal, eles não achavam necessário participar da Terapia do Amor. “Mas chegou um momento que precisávamos cuidar do nosso casamento e parar de vez de brigar. Entendi na Terapia do Amor que para ser feliz deveria fazê-lo feliz. Ele também compreendeu que eu tinha limitações para expressar os sentimentos e que eu demonstrava meu amor de outras formas. A Terapia nos ajudou a aceitar que temos que ceder para atender às necessidades e vontades do outro”, afirma Lília.

Marcelo diz que Lília se tornou carinhosa e que os dois mudaram as atitudes. Eles continuam aprendendo juntos sobre o amor inteligente nas palestras da Terapia do Amor.

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Colaborador

Kelly Lopes / Foto: Getty Images e cedida