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Notícias | 12 de janeiro de 2020 - 00:05


Críticas maternas fazem os pais se afastarem dos filhos

Muitas mulheres reclamam que os maridos não participam dos cuidados com os pequenos. Entenda por que isso acontece

“Você está fazendo tudo errado. Deixa que eu faço.” Era isso que a garçonete Solange Pereira Ligório de Freitas, (foto abaixo) de 40 anos, falava para o marido, o ajudante-geral Afonso Ligório Neto, de 47 anos, quando ele queria ajudá-la com a filha deles, Yasmin, hoje com 4 anos.

“Quando a Yasmin nasceu, desenvolvi um ciúme muito grande. Eu não gostava quando ele queria trocar a fralda dela ou pegá-la no colo e, por isso, brigávamos muito”, lembra.

Afonso diz que essa atitude da esposa o entristecia. “Ela se tornou muito possessiva e isso, além de prejudicar nosso casamento, me afastou da Yasmin. Me tornei um homem frustrado. Era como se eu não existisse”, conta.

O fato de Solange centralizar em si a educação da filha e não permitir que o marido a auxiliasse é muito comum, segundo o psicanalista José Ricardo Bandeira. “Isso nada mais é do que um desequilíbrio na relação familiar. O pai passa a se sentir menosprezado e à margem do processo de educação dos filhos. A mãe tem uma tendência a ser superprotetora e a querer resolver todos os problemas da casa, mas precisa usar isso a seu favor e não contra.”

Atitude que gera afastamento
Um estudo sobre saúde infantil realizado no Hospital Infantil CS Mott, nos Estados Unidos, mostrou que as divergências entre homens e mulheres quanto à educação dos filhos afeta diretamente o envolvimento dos pais na criação deles: eles acabam não querendo mais colaborar na educação das crianças.

A orientação do psicanalista José Ricardo Bandeira é de que o casal dialogue para encontrar a melhor solução. “No caso desse tipo de relação em que as mães são extremamente críticas e, em alguns casos, até mesmo dominadoras e em que o pai não consegue encontrar o seu lugar, uma boa alternativa seria realizar um processo de diálogo em que, aos poucos, cada um consegue redescobrir o seu papel no relacionamento, em que haja respeito e valorização de ambas as partes e, acima de tudo, preservação da estrutura emocional e psicológica dos filhos que, neste turbilhão, não conseguem identificar claramente os papéis dos pais”, observa.

Foi isso que Solange e Afonso contam que fizeram. “Cheguei ao meu limite, a chamei para conversar e disse que precisava que ela demonstrasse confiança em mim. Falei que a forma que ela estava agindo mostrava claramente que somente ela se achava capaz de cuidar da Yasmin”, conta Afonso.

Ao mesmo tempo, Solange passou a frequentar as reuniões da Universal e entendeu que não estava agindo corretamente como mãe e esposa. “Hoje penso totalmente diferente do que eu pensava antes em relação à criação da Yasmin. Nossos papéis são bem definidos em casa e, quando o Afonso vem me ajudar, fico muito feliz. Deixei de criticar a forma como ele conduz as coisas e nos tornamos parceiros”, conclui.

União que gera equilíbrio
Nunca foi tão difícil ser pai ou mãe como nos dias atuais e, por isso, o psicanalista deixa uma sugestão para ajudar os pais: “os papéis precisam ser entendidos para que aja cumplicidade entre ambos. Então, é essencial que o casal converse e entenda o que deve fazer para que possa atuar junto na criação dos filhos e para que isso não se torne um fardo em sua vida”.

A ideia não é uma troca de papéis, mas, ao contrário, defini-los de forma correta e justa. A mulher precisa inserir o pai na criação dos filhos, para que ele seja presente e mantenha o vínculo com a criança.

Portanto, se você centraliza as responsabilidades e decisões quanto à educação dos filhos, não adianta reclamar que seu marido não se preocupa nem participa. Para que haja êxito no casamento e equilíbrio na educação das crianças, é importante que o casal tenha objetivos em comum e trilhe o mesmo caminho. Ou seja: que um apoie o outro e joguem sempre no mesmo lado, como em um time.


  • Ana Carolina Cury / Fotos: Getty Images 


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