A arqueologia bíblica e o selo de 2.700 anos em Israel

O objeto, finamente esculpido, pertenceu a um homem chamado "Makhach, filho de Amihai"

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A arqueologia bíblica acaba de ganhar um novo e fascinante capítulo com a descoberta de um selo de pedra de 2.700 anos no norte de Israel. Encontrado pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, a sigla em inglês) em Ein Tut, o artefato de pedra marrom-claro revela detalhes sobre a administração do Reino de Judá. O objeto, finamente esculpido, pertenceu a um homem chamado “Makhach, filho de Amihai”. Essa descoberta surpreendeu os especialistas, pois o selo surgiu em uma região que, teoricamente, ficava fora das fronteiras tradicionais de Judá na época.

Detalhes da relíquia encontrada

O selo possui um design sofisticado, dividido em três partes decorativas. No topo, os arqueólogos identificaram a escultura de quatro romãs, um símbolo clássico de abundância e santidade na tradição judaica. O artefato funcionava como um pingente, pois apresenta um furo longitudinal para ser usado no pescoço.

A importância técnica reside no local do achado. Encontrar um selo administrativo de Judá no norte de Israel sugere que, após a queda do Reino do Norte para os assírios, a influência de Jerusalém se expandiu. Além do selo, a equipe encontrou jarros com a marca “LMLK” (“Pertencente ao Rei”). Isso prova que o local servia como um centro logístico e administrativo crucial para a coleta de impostos e distribuição de suprimentos no século VIII a.C.

Por que esta notícia é importante para você

Muitas pessoas leem as Escrituras Sagradas apenas como “mais um livro”. No entanto, a arqueologia bíblica mostra que o Texto Sagrado está fundamentado em fatos históricos e geográficos reais (embora não se limite nisso). Quando um selo com um nome hebraico antigo aparece em uma escavação oficial, ele silencia o ceticismo. Ele prova que as linhagens, os cargos administrativos e os símbolos descritos nos textos bíblicos existiram de fato.

Para o “leitor distante” da atualidade, essa descoberta fortalece a veracidade da Palavra (ainda que ele queira desconsiderar o valor espiritual dela). Ela demonstra que a fé cristã não se baseia em fábulas, mas em eventos que deixaram marcas físicas na Terra. Ao compreender que pessoas como Makhach e Amihai viveram e trabalharam sob as leis de Judá, você consegue visualizar melhor o cenário onde os profetas pregavam. Portanto, esses achados servem como um “testemunho silencioso” de que as histórias que você lê são relatos de um passado concreto.

Nesse sentido

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Colaborador

Da Redação / Foto: IAA