Crianças no Tinder: Governo britânico está preocupado

Menores de idade têm sido violentados por criminosos que utilizam aplicativos de namoro


Por Andre Batista / Imagem: iStock

O Reino Unido expressou uma preocupação alarmante: existem crianças no Tinder e no Grindr, dois aplicativos de relacionamento destinados a adultos.

De acordo com o jornal local Sunday Times, mais de 30 suspeitas de estupros de crianças foram investigadas pelas autoridades britânicas desde 2015. Todas elas porque haviam crianças no Tinder e no Grindr.

Além desses casos, o próprio jornal encontrou outras 60 vítimas. São crianças e adolescentes que driblaram a política de idade dos aplicativos e foram convencidos a enviar fotos íntimas ou a se encontrarem com estupradores.

Exemplificando, o jornal ressaltou um jovem de 13 anos abusado por 21 homens, um garoto de oito anos que foi sequestrado e violentado e uma adolescente de 16 anos com síndrome de Down que foi convencida a enviar nudes.

“Além dessas, existem ainda mais evidências de que as empresas de tecnologia on-line devem fazer mais para proteger as crianças”, afirmou o secretário de Cultura, Jeremy Wright ao Sunday Times.

O papel dos pais para evitarem crianças no Tinder e em outros aplicativos

As empresas afirmam que em suas políticas proíbem o uso de menores de idade. Além disso, gastam milhões por ano excluindo perfis de crianças, adolescentes e suspeitos de qualquer tipo de violência sexual.

Mesmo assim, o governo inglês obrigará as empresas a adotarem novas medidas de segurança a partir de abril. Mesmo que isso ocorra no Reino Unido, inúmeros outros países sofrem com o mesmo problema, inclusive o Brasil.

Por isso, os pais são fundamentais na proteção de seus filhos, conforme explica a psicóloga Verônica Kehdi.

“A criança pequena não tem nem discernimento daquilo”, explica a especialista em desenvolvimento de pessoas. “Muitas vezes ela não tem o real conhecimento da consequência daquilo que está fazendo. Ela é uma criança. E é para isso que existem os pais: para orientar, acompanhar, ensinar, explicar.”

Ela ressalta que os pais devem acompanhar de perto as atividades dos filhos na internet justamente para evitar que casos como os descritos acima aconteçam:

“O dever dos pais é estar junto e acompanhando para que essa criança não corra riscos graves. Como, por exemplo, de sofrer assédio e ter acesso a pedófilos. Esse tipo de coisa tem acontecido muito nesse momento. Saber com quem está conversando e que tipo de conversa é importante para os pais.”

Saiba mais sobre o assunto clicando aqui.

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