A educação começa em casa

Saiba como orientar e preparar as crianças quanto às más influências e aos ensinamentos dados durante as aulas


Por Marcelo Rangel / Fotos: Fotolia, Demetrio Koch e Cedida

Depois das férias de verão, as crianças voltam às aulas. Para algumas, é hora de novidade: no ambiente escolar, elas começarão a explorar o mundo fora de casa e longe dos pais. Para outras, já veteranas, é só a retomada da rotina de horários, deveres e disciplina. Todas elas, independentemente da idade, estarão expostas tanto ao que é ensinado nas salas de aula (conteúdo didático e comportamental) – que nem sempre está em sintonia com as convicções e princípios da família – como ao que aprendem fora daquelas quatro paredes nos momentos de convivência com os colegas.

Sem sombra de dúvida, a escola é de suma importância na vida de todos. Mas a educação para a vida começa antes mesmo que a criança frequente a escola. Ela tem início em casa, onde se prepara a criança para se blindar de más influências e ensinamentos ruins – e depois também, pois pais e responsáveis devem acompanhar o que a criança ou o adolescente estão aprendendo.

Para os novatos, que estão na transição casa-escola, tudo é novo, mas os pais devem fazer um tipo de “introdução” para facilitar a adaptação deles à nova realidade. “O preparo para a transição escolar tem início com a escolha da escola. Precisamos lembrar que, geralmente, novos ambientes causam desconforto tanto em crianças quanto em adultos. Por isso, é importante tornar o novo ambiente o mais familiar e confiável possível. Conhecer os ambientes físicos da escola, a metodologia de ensino, os princípios, a forma de adaptação, os profissionais e até mesmo alguns pais de outros alunos traz confiança ao processo”, orienta a neuropsicóloga Carina Silva de Oliveira (foto a esq.), de São Paulo.

A preocupação de pais e responsáveis pelo que está sendo passado às crianças em classe e que influenciará suas escolhas vida afora é a mesma tanto no caso dos iniciantes quanto dos que já estão na estrada do ensino há alguns anos. Estamos em uma época em que se ensina que gênero é algo que não deve ser levado em conta, numa espécie de vale-tudo comportamental, sem considerar o conceito de certo e errado ou de família tradicional e, muitas vezes, com foco no lado sexual. Como preparar a criança para aproveitar o ensino de verdade e evitar que se gere confusão na sua mente que está em formação?

Dever de casa
Segundo Carina, os pais precisam proporcionar em casa um ambiente em que as crianças tenham liberdade para falar tudo o que acontece com elas. “Os pais devem reservar tempo para ouvir seus filhos, saber o que estão vivendo em sala de aula e com os colegas, pois, dessa forma, poderão explicar a eles que alguns conteúdos ensinados na escola não são compatíveis com a fé ou crença professada pela família. É importante conhecer quem são as pessoas que estão perto da criança e a influência que exercem. Com isso, qualquer princípio que estiver fora do que os pais pretendem ensinar para seus filhos logo poderá ser questionado e invalidado e reforçado o princípio correto.”

É o que Fabio Camargo, de 41 anos (foto a dir.), supervisor de TV, de Jundiaí, São Paulo, sempre fez com os dois filhos. “Sempre questiono o tipo de tarefa que a escola está passando a eles, para que eu possa orientá-los. Nos dias de hoje, temos que ficar de olho em tudo, pois, se eu não tirar uma dúvida sequer deles, vão procurar outra pessoa que tire. Agindo assim, sinto mais firmeza neles, por causa das conversas que temos, pois eles me passam isso sempre. Nunca deixe para depois o que você pode falar hoje para seu filho ou filha. Às vezes, posso até não estar muito bem para conversar, mas a minha consciência logo me ‘dá um empurrão’ e vou conversar. E essa atitude me revigora.”

Também é bom prestar atenção para não cair na armadilha da superproteção dos filhos, adverte a psicóloga Carina: “ao contrário do que muitos pensam, o excesso de cuidado pode mais atrapalhar do que ajudar. Pais que fazem muito pelos filhos quando eles já são capazes de fazer não dão a eles a oportunidade de crescer e se desenvolver.

Assim, os sufocam e os tornam imaturos. As crianças crescem com muita dependência, tornando os desafios, inclusive na fase escolar, muito mais difíceis do que deveriam ser”.

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