Glaucoma: uma doença silenciosa

Conheça as características dessa patologia que, se não for tratada, pode levar à cegueira


Por Kelly Lopes / Fotolia e Divulgação / Arte: Eder Santos

No mundo, cerca de 67 milhões de pessoas sofrem de glaucoma. Desse total, metade não desconfia de que está perdendo a visão aos poucos. Isso porque o glaucoma é uma doença silenciosa, ou seja, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. Sendo assim, é necessário conhecer os fatores de risco que podem favorecer o seu surgimento.

O médico oftalmologista Renato Neves explica que o glaucoma é uma doença dos olhos em que há uma lesão do nervo óptico, causada pelo aumento da pressão ocular. “Quanto maior a pressão, maior a chance de lesão e, consequentemente, de perda de campo visual. O glaucoma faz com que as fibras do nervo óptico sejam danificadas lenta e progressivamente, criando pontos cegos que não podem ser recuperados”, diz. Ele ressalta que uma pessoa pode perder até 40% da visão antes de realmente perceber que há algo errado com sua saúde ocular e, então, procurar um oftalmologista.

É importante estar em dia com as consultas oftalmológicas, pois, se não for tratado logo no início do seu desenvolvimento, o glaucoma evolui para a perda de visão parcial ou total. Se todo nervo óptico for destruído, o paciente terá cegueira.

O acompanhamento oftalmológico deve ser feito regularmente, como forma de controle. “Há pessoas que tratam a doença há mais de 20, 30 anos e ainda conseguem preservar a visão de alguma maneira.”

Tipos e sintomas
De acordo com o especialista, há dois tipos mais comuns da doença: o glaucoma crônico de ângulo aberto (mais frequente) e o glaucoma de ângulo fechado. O crônico de ângulo aberto é decorrente do envelhecimento e costuma prejudicar a visão de forma gradual e sem dor. Neste caso, geralmente, a pessoa não percebe nenhum problema até que o nervo óptico esteja bastante lesado.

Já o glaucoma de ângulo fechado acontece quando, repentinamente, a pressão do olho aumenta. Nesse tipo, os sintomas incluem perda súbita de visão ou embaçamento, dores fortes no olho, dores de cabeça, halos coloridos em redor das luzes e até náuseas e vômitos.

O médico alerta que é fundamental não confundir esses sintomas com os de enxaqueca – algo que costuma acontecer e prejudica o tratamento. “Por isso, é preciso checar se os olhos não estão avermelhados, o que indica urgência de um exame oftalmológico”, diz.

Há ainda um fechamento mais gradual e indolor do ângulo: o glaucoma crônico de ângulo fechado. Esse tipo acomete mais pessoas de origem africana ou asiática. Existem também alguns tipos raros: o glaucoma congênito e o juvenil, que podem aparecer em crianças e adultos jovens.

É importante entender que o olho esbranquiçado não é sinal de glaucoma. O oftalmologista alerta que esse é um sintoma da catarata – outra doença ocular relacionada à idade – e pode estar relacionado à degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Causas e grupos de risco
O especialista ainda esclarece que o desenvolvimento do glaucoma pode ser decorrente de questão genética ou do envelhecimento. Além disso, existem determinados grupos que são mais suscetíveis ao problema, como pessoas com mais de 40 anos, afrodescendentes dos países latino-americanos, portadores de alta miopia, pessoas diabéticas e também pacientes que já sofreram traumas oculares e intraoculares.

Frequência à clínica oftalmológica
O médico recomenda que as pessoas com menos de 40 anos façam exames a cada dois anos. Contudo os exames devem ser anuais se o paciente tiver familiares diagnosticados com a doença, caso tenha ascendência africana ou asiática, se sofreu alguma lesão ocular grave (como acidentes de carro), se usar medicamentos esteroides ou se tiver mais de 50 anos.

Diagnóstico e tratamento
Neves explica que durante um exame completo e indolor, o oftalmologista mede a pressão ocular do paciente (tonometria), inspeciona o ângulo de drenagem do olho (gonioscopia), avalia qualquer lesão do nervo óptico (oftalmoscopia) e testa o campo de visão de cada olho (perimetria). Esses testes poderão ser repetidos nos casos de acompanhamento contínuo da doença e periodicamente para prevenir a perda da visão.

O tratamento do glaucoma exige que o paciente cumpra à risca as recomendações dadas pelo oftalmologista. Normalmente, lesões provocadas pelo glaucoma não podem ser revertidas. Remédios e intervenções cirúrgicas são recursos usados para prevenir ou deter a ocorrência de mais lesões. “A doença costuma ser controlada com o uso de um colírio aplicado várias vezes ao dia, às vezes combinado com medicações via oral. Tais medicamentos diminuem a pressão ocular, retardam a produção do humor aquoso dentro do olho e melhoram o fluxo que sai pelo
ângulo de drenagem.”

A cirurgia a laser pode ser eficaz para corrigir diferentes tipos de glaucoma. No de ângulo aberto, o próprio ângulo de drenagem é tratado. Neste caso, o laser usado aumenta a drenagem e controla a pressão. Já no de ângulo fechado, o laser cria um furo na íris (iridotomia) para melhorar o fluxo de humor aquoso para o ângulo da drenagem.

É possível também optar pela cirurgia convencional, em que o laser não é utilizado. Neste caso, o objetivo é controlar o glaucoma criando um novo canal de drenagem para o humor aquoso. Dessa forma, o líquido sai do olho e a pressão
intraocular diminui.

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