A origem do Natal

Conheça o outro lado desta celebração que é ligada ao paganismo



Por Por Janaina Medeiros / Fotos: Fotolia

Troca de presentes, mesa farta de comidas e bebidas, familiares reunidos na sala, brindes à meia-noite e luzes piscando na fachada da casa. No comércio intenso, lojas ficam abarrotadas de pessoas e de produtos para a decoração natalina com alto preço. Tudo aparentemente bonito para uma festa de Natal, mas que não tem nenhuma relação com a sua verdadeira origem.

A Bíblia Sagrada não registra a data do nascimento de Cristo. Apenas diz em Lucas, 2.8: “Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo e guardavam os seus rebanhos durante as vigílias da noite”.

Dezembro é um período marcado por um inverno intenso em Jerusalém. Consequentemente, os pastores não poderiam permanecer ao ar livre durante a noite. Além disso, o menino Jesus não aguentaria ficar em um estábulo sem proteção frente a um frio extremo. Portanto, ele teria nascido em outro período com clima mais ameno e não em 25 de dezembro.

Se ele não nasceu nessa data, por que, então, existe a festa de Natal? Para entender a origem dessa celebração, é preciso voltar no tempo.

O Bispo Edir Macedo, em seu blog, explicou que a história começou na época de Noé. “Cam, um de seus filhos, correu para contar aos seus dois outros irmãos, Sem e Jafé, que havia visto seu pai dormindo embriagado e nu. Noé, quando soube do acontecido, amaldiçoou-o para que este e seus descendentes se tornassem escravos.” (Gênesis 9).

Segundo a Encyclopedia Britannica, Cam casou-se com Semíramis com quem teve um filho chamado Ninrode, que se declarava o deus sol. O Bispo explica que ele era desobediente e se opunha a Deus. “Ninrode foi o fundador da Babilônia, de Nínive e de outras cidades pagãs. Tentou levantar a torre de Babel, mas Deus o impediu.”

O cúmulo da atrocidade de Ninrode foi quando ele matou seu pai, Cam, e se casou em seguida com a própria mãe, Semíramis. Por conta disso, acabou também sendo morto por seu tio, Sem.

Após esse fato, Semíramis, que estava grávida de um relacionamento extraconjugal, espalhou a lenda de que Ninrode tinha ido para o céu e que seria mãe do filho reencarnado dele. O nascimento aconteceu em 25 de dezembro. Ele se chamou Tamuz. “Tamuz foi considerado o deus sol dos egípcios, babilônicos, gregos, persas, romanos e, hoje, das sociedades secretas”, afirma o Bispo.

Quando o menino morreu, Semíramis contou outra mentira. Ela afirmou que ele tinha voltado para o sol e que todo dia 25 do décimo segundo mês era necessário celebrar a morte e o renascimento dele. A partir daí, surge o Natal.

O dia 24 de dezembro tornou-se a data de adoração à mãe lua Semíramis, enquanto o dia 25, a comemoração ao deus sol. “É em honra a Semíramis que hoje existe a ceia de Natal na véspera e no dia seguinte há o almoço como culto ao deus sol e à deusa lua”, completa o Bispo.

Com o passar do tempo, os nomes dos deuses mudaram conforme as localidades. Na Grécia antiga, o deus sol era chamado de Zeus. No Egito, fora chamado de Osíris. Em Israel, ele era Baal.

Se a festa do Natal era relacionada aos deuses pagãos, como passou a ser comemorada pelos cristãos? No século 4, o imperador romano Constantino, declarado cristão, autorizou que os novos “convertidos” ao Cristianismo adotassem a festa de 25 de dezembro como o dia do nascimento de Cristo. Ou seja, tornou sagrada uma festa que era profana.

Não demorou muito para o Catolicismo colocá-lo, erroneamente, no calendário como um feriado cristão.

Símbolos pagãos

Velas e luzes

O uso de grandes velas sempre foi relacionado aos deuses ancestrais. Durante a veneração ao deus sol, elas eram acendidas para “mantê-lo vivo”. Não tem relação nenhuma com a Menorá, candelabro judaico

Pinheiro

O deus sol Tamuz morreu durante uma caçada e o seu corpo ficou caído sobre um tronco apodrecido. Por isso, em celebração a esse deus, tornou-se comum levar um pinheiro para casa e enfeitá-lo com ouro e prata para celebrar seu renascimento

Presépio

Semíramis, Ninrode e Tamuz transformaram-se em objetos de adoração. A veneração espalhou-se pelo mundo como estímulo à idolatria e logo foi transformada na imagem de Maria com o menino Jesus na manjedoura. Os adereços são simbologias utilizadas na festa do deus sol, relacionadas com a Babilônia e não com o Evangelho

Guirlanda

Tem o formato do sol. Simboliza também a trindade profana: Ninrode (pai), Semíramis (mãe) e Tamuz (filho). É um adorno de “chamamento” aos deuses, razão pela qual ela é colocada na porta de entrada. A maior parte dos deuses egípcios aparece sempre com uma guirlanda na cabeça

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