Sou obrigado a dar presentes de Natal?

Presentear os filhos se tornou obrigação para muitos. Será que isso está certo?


Por Por Andre Batista / Imagem: iStock

Falta emprego para 27,6 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cinco milhões de brasileiros desistiram de procurar emprego, recorde histórico de desalentados. Mesmo assim, quase todas essas pessoas se sentem pressionadas a dar presentes de Natal.

A tradição que invadiu o Brasil há décadas faz com que a maior parte dos brasileiros se sinta obrigada a distribuir presentes de Natal para familiares e amigos. Mesmo durante a crise financeira histórica pela qual o país passa, o comércio espera vender muito mais do que em 2017.

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Natal movimentará quase R$ 35 bilhões nas lojas de varejo, aumento de 3,1% em relação ao ano anterior.

Já a Ebit/Nielsen, especialista em pesquisas do gênero, o comércio via internet lucrará R$ 9,9 bilhões com presentes de Natal. Isso equivale a 18,3% das compras realizadas no ano inteiro.

Mas, se falta dinheiro para os brasileiros, por que gastam tanto no Natal?

Presentes de Natal: lucro para alguns, prejuízos para muitos

As propagandas estão nas mais variadas plataformas: revistas, televisão, outdoors e, principalmente, produtos destinados às crianças, como desenhos animados.

Quem nunca assistiu ao famoso filme “Um Herói de Brinquedo”, estrelado por Arnold Schwarzenegger? Nele, um pai ausente tenta compensar a frustração de seu filho comprando um brinquedo para dar de presente de Natal. De acordo com o filme, dar o presente à criança apagaria todos os erros de seu pai. Na vida real não é assim que as coisas acontecem.

Essa pressão para dar e receber presentes é tão grande quanto a pressão para realizar grandiosas ceias com familiares que nem sequer gostam um do outro. Os meios de comunicação mostram tantos atores em propagandas e filmes sendo felizes que muitas pessoas chegam a entrar em depressão nessa época do ano.

Enquanto alguns poucos estão lucrando com essa festa inventada, outros sentem-se tristes a ponto de se matarem. Nessa época, os suicídios aumentam 15% de acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV).

E tudo por uma tradição que nem cristã é.

Nascimento do Senhor Jesus é celebrado?

Em meio a presentes e ceias, poucos se lembram realmente do que dizem estar celebrando. A saber, o “nascimento de Jesus”. Na verdade, pode faltar oração. Mas basta faltar um presente de Natal para que alguém se sinta triste e desprezado.

Essas pessoas ignoram o verdadeiro significado do Natal. Uma festa pagã que a Igreja Católica adotou para persuadir as pessoas.

Os primeiros presentes de Natal foram oferecidos por adoradoras do deus Tamuz, ou o deus sol, conforme explica o bispo Guaracy Santos:

“As sacerdotisas jejuaram e choraram por 40 dias e 40 noites a morte de TAMUZ ao pé do pinheiro e, no final desse período, elas agradeciam umas às outras fazendo trocas de presentes, os quais eram depositados aos pés desse pinheiro. Todos os anos, no dia 25 de dezembro, era comemorado o Natal (nascimento de Tamuz).”

Isso acontecia há milhares de anos e, ainda hoje, tem forte influência sobre a cultura ocidental.

Mas, então, não devo dar presentes?

Dar ou não dar presentes aos amigos e familiares, especialmente aos filhos, é uma escolha de cada um. Para isso, recomenda-se que a pessoa reflita sobre suas atitudes, em vez de simplesmente repetir antigos hábitos. Não deixe que o raciocínio dê lugar às tradições.

Se a escolha for dar presentes, explique aos seus filhos Quem realmente foi Jesus (não o do comércio de dezembro, mas O Salvador, que quis ser lembrado por Sua morte, não por Seu nascimento).

Seja qual for a decisão, tome ela dentro de sua casa. Não deixe que pessoas de fora (e, principalmente, empresas de fora) decidam a educação que dará a seus filhos. Pode ser que eles não gostem de sua atitude, mas, como explica o Bispo Renato Cardoso, ser pai é fazer o melhor pelas crianças, não é um concurso de popularidade.

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