“Eu sabia que, se morresse daquela forma, iria direto para o inferno”
Samara não cogitava mais continuar a viver depois que abandonou a Obra de Deus
Samara, de 32 anos, conheceu a Fé com sua mãe aos 11 anos. Ela sofria de depressão e síndrome do pânico. “Quando cheguei à Universal, aprendi que minha mudança era possível, pois, até então, eu não acreditava nisso”, relata.
Na Universal, ela se libertou e foi batizada com o Espírito Santo. Por ter chegado à Igreja muito nova, ela nunca tinha consumido bebidas alcoólicas, fumado ou namorado. Sua vida era apoiada na comunhão com Deus. “Eu tinha prazer em estar na Igreja e tinha muito amor e temor em tudo o que fazia. Eu praticava tudo o que era falado nas reuniões, pois via muita pureza na Obra de Deus.”
Ela já era obreira quando conheceu seu primeiro namorado, que também era obreiro, mas o que ela achou que fosse uma bênção se tornou uma armadilha. “Começamos a namorar, fomos curiosos, tivemos um namoro abrasado e eu me sentia mal no dia seguinte, mas fazia tudo de novo”. Ela se sentia impura, não conseguia pedir ajuda e achou que seria só uma “fase”, mas se enganou. O casal abandonou a Obra e Samara foi morar na casa dos pais do namorado. Eles iam à Igreja ocasionalmente e, depois de dois anos, a felicidade daquela “liberdade” deu lugar à volta dos problemas espirituais. Ela entrou em depressão profunda, desenvolveu síndrome do pânico e passou a desejar a morte. “Para mim, viver estava fora de cogitação e eu acreditava que a morte me ajudaria”, diz. Ela passou cinco anos sem ir à Igreja e revela que esse foi o pior período de sua vida: “eu sabia que, se morresse daquela forma, iria direto para o inferno”.
Samara aceitou um convite para voltar à Universal, mas conta que o diabo lhe dizia que nada seria possível, pois ela tinha pecado. Apesar disso, ela persistiu e alcançou sua libertação, foi batizada, teve sua vida transformada e deixa um conselho a quem se afastou da Fé: “vá ao Altar. Jesus está esperando você. Não pague para ver”.
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