Repressão a igrejas na China: Pequim destrói templo em Wenzhou

Partido Comunista aperta o cerco contra a liberdade religiosa. Entenda o caso

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A repressão a igrejas na China ganhou novos desdobramentos com a demolição completa de um templo protestante de vários andares em Wenzhou, na província de Zhejiang. Segundo relatos, a ação ocorreu após meses de resistência da comunidade local às exigências de alinhamento ideológico impostas pelo regime comunista.

Por que isso importa

O caso ilustra o avanço da política de “sinicização” promovida pelo presidente Xi Jinping. Sob essa diretriz, o Partido Comunista Chinês (PCC) busca subordinar grupos religiosos aos interesses e à ideologia do Estado.

Como tudo aconteceu

O conflito envolvendo a Igreja de Yazhong começou em junho do ano passado, quando os fiéis recusaram uma determinação governamental para instalar um mastro e hastear a bandeira nacional dentro do templo.

Entre os principais acontecimentos estão:

  • Intervenção na propriedade: representantes do governo entraram no local e derrubaram muros para instalar o símbolo nacional;
  • Detenções: em dezembro, uma operação policial realizada antes do amanhecer resultou na prisão de mais de 100 fiéis;
  • Demolição: posteriormente, a área foi isolada e escavadeiras foram utilizadas para demolir completamente o edifício.

O panorama geral

Wenzhou é conhecida como a “Jerusalém da China” devido à sua forte presença cristã. Nesse contexto, a destruição do templo protestante sinaliza o endurecimento das medidas adotadas contra comunidades religiosas independentes.

Além disso, o episódio reforça a política de ampliação do controle estatal sobre instituições que atuam fora das organizações oficialmente reconhecidas pelo governo chinês.

A lógica adotada pelas autoridades é de que nenhuma instituição ou liderança deve atuar sem supervisão direta do Estado.

O que vem a seguir

Além disso, organizações de direitos humanos avaliam que a pressão sobre as chamadas “igrejas domésticas” poderá aumentar nos próximos anos. Diante desse cenário, cresce a expectativa de novas medidas voltadas à integração dessas comunidades às associações religiosas controladas pelo governo.

O que notar

O Brasil vive uma realidade de ampla liberdade religiosa, o que muitas vezes faz com que situações enfrentadas por cristãos em outras partes do mundo passem despercebidas.

Por isso, é importante acompanhar o que ocorre em diferentes países, manter-se informado sobre os desafios enfrentados por comunidades religiosas e lembrar daqueles que sofrem restrições por causa de sua fé.

Além disso, a liberdade de crença e de culto é um direito que pode variar de acordo com as leis e decisões adotadas por cada governo ao longo do tempo.

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Colaborador

Da Redação / Foto: iStock