O fim das modelos magérrimas
França passa a cobrar que modelos sejam saudáveis para trabalhar
Há poucos dias o Universal.org trouxe o depoimento da atriz Romola Garai, que afirma ter sofrido pressão dos produtores de Holywood para emagrecer cada vez mais, mesmo que a saúde dela estivesse em risco.
Esse comportamento obsessivo pela magreza, porém, não existe apenas nos estúdios cinematográficos. A indústria da moda também exige, quase sempre, que as suas “funcionárias” mantenham o peso muito abaixo do que é considerado saudável. Além disso, utilizam ferramentas tecnológicas, como o Photoshop, para eliminar qualquer “defeito” que possa existir, como estrias, rugas, etc.
O resultado é uma sociedade cheia de jovens mulheres buscando alcançar um padrão de beleza que, na realidade, não existe.
“Na tentativa de se adequarem ao que a mídia dita em relação a corpo, cabelo, pele, moda e comportamento, acabam perdendo a sua essência e tornam-se cópias sem graça, réplicas produzidas pelos pensamentos contemporâneos. As mulheres tendem a pensar que quem não se encaixa no padrão estabelecido não pode ser considerada bonita. E o que fazem, então? Normalmente partem para um dos extremos: ou tornam-se escravas da mídia, focando no objetivo inatingível de estar perfeitamente na moda, ou entregam todas as fichas e desistem, de uma vez por todas, de fazer qualquer esforço em prol de sua beleza, ainda que seja mínimo”, explica a escritora Cristiane Cardoso em seu blog.
Mudança francesa
Na França, no entanto, as autoridades estão tomando atitudes para acabar com esse problema em relação às modelos, considerado de saúde pública. De acordo com decreto aprovado no dia 5 de maio último, todas as mídias — com exceção da televisão, setor no qual o tema ainda é debatido — terão que apresentar documentos comprovando a saúde física de cada modelo. Isso significa que revistas, outdoors, sites, etc. não poderão mais forçar, direta ou indiretamente, as suas contratadas a permanecerem abaixo do peso de maneira insalubre. Além disso, todas as imagens tratadas com programas como o Photoshop deverão informar esse tratamento.
A ministra de Assuntos Sociais e de Saúde da França, Marisol Touraine, declarou: “A exposição de jovens a imagens normativas e irrealistas de corpos leva a uma sensação de autodepreciação e baixa autoestima, o que pode impactar os comportamentos ligados à saúde. Assim, devemos agir sobre a imagem corporal na sociedade para evitar a promoção de ideais de beleza inatingíveis e prevenir a anorexia entre os jovens.”
As empresas que empregarem modelos não saudáveis ou não informarem que a imagem foi tratada pagarão multa a partir de 37,5 mil euros (cerca de 130 mil reais), 30% do valor cobrado pelo trabalho ou prisão de até 6 meses, dependendo do caso.
Essa atitude do Governo francês segue leis semelhantes às de outros países, como Itália e Espanha, e visa diminuir a insalubridade causada pela influência dos padrões de beleza ditados pela moda.
Se você sente que precisa estar dentro desses padrões insalubres, clique aqui e leia o que Cristiane Cardoso tem a lhe falar sobre o assunto.
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo