Idosa processa cartomante que não fez o prometido

O marido dela voltou para casa, mas não do jeito que ela queria. Entenda o caso

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“Trago a pessoa amada de volta.”

Um rápido passeio pelas ruas brasileiras revelará dezenas de cartazes, placas e folhetins com a frase acima. Todos eles prometendo que qualquer pessoa pode ter de volta o seu amado, ou amada. Infelizmente, muitos acreditam nesses anúncios.

Uma aposentada mineira de Ipatinga, por exemplo, acreditou nas promessas de uma cartomante e gastou mais de 6 mil reais para que o seu esposo voltasse para casa. Na primeira visita, a “especialista em trazer a pessoa amada” disse que ele não voltaria de livre e espontânea vontade. Ofereceu, então, os seus serviços para “amarrar” o sujeito e levá-lo de volta ao lar.

O marido voltou para casa, realmente, mas não para a relação conjugal, o que desesperou a aposentada e a fez processar a cartomante por danos morais e materiais. O processo informava que a cartomante se aproveitou da ingenuidade, da falta de instrução, da saúde debilitada e do abalo emocional da “vítima” para lucrar.

A Justiça, entretanto, não julgou procedente o caso e deu ganho de causa à cartomante. “Os aborrecimentos e as chateações do dia a dia não podem ensejar danos morais, visto que não trazem maiores consequências ao indivíduo. Caso se considerasse que qualquer desentendimento enseja dano moral, assistiríamos a uma banalização desse instituto, e a vida em sociedade se tornaria inviável”, declarou o desembargador Pedro Bernardes, da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, lembrando que a Constituição Federal garante a liberdade à prática de qualquer religião e seus cultos e liturgias.

Quem enganou a aposentada

A aposentada foi enganada pela própria fé cega, depositando toda confiança – e no caso as finanças – em algo que não vem de Deus:

“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos”, diz a Bíblia em Deuteronômio 18.10,11

“Os incrédulos imaginam coisas vãs. Acreditam no destino traçado, nos horóscopos, na sorte, bolas de cristais e coisas desse tipo”, afirma o bispo Edir Macedo. De acordo com ele, enquanto o ser humano não aprender a utilizar o seu raciocínio, sempre cairá nas armadilhas que esses “adivinhadores” utilizam.

Não se deixe enganar pelo mal.

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Colaborador

Por Andre Batista / Imagem: Fotolia