O sofrimento a fez perder a vontade de viver

Depois de ser vítima de abusos e sofrer decepções, Gabriela Servilha encontrou saída e razão para prosseguir

Imagem de capa - O sofrimento a fez perder a vontade de viver

Dos 9 aos 13 anos, Gabriela Taynara Bueno Servilha, (foto abaixo) hoje com 20 anos, sofreu abusos por parte de um homem do convívio familiar. “Isso me machucava internamente. Então, cresci com complexo de inferioridade, me achava feia e não via nenhum valor em mim”, recorda.

mudança, fé, sacrifício, amor a vida

Gabriela também enfrentava outros problemas familiares. “Minha casa era um inferno. Meu pai e minha mãe brigavam todos os dias. Eles bebiam e se agrediam. Até que um dia meu pai sumiu. Minha mãe descobriu depois que ele nos deixou para ficar com outra mulher”, conta.

CONSEQUÊNCIAS
A dor do abandono e do abuso gerou comportamentos agressivos nela. “Eu queria magoar as pessoas para me sentir melhor. Também fui me afastando da minha mãe. Chegou um momento que não nos falávamos ou só brigávamos”, afirma.

Aos 13 anos, ela conheceu um rapaz pela internet. “Comecei a me interessar por ele e, aos poucos, ele me contou que já tinha sido preso, que era bandido e que vendia drogas. Ficamos cinco meses juntos até que eu descobri que ele me traía”, destaca a jovem.

O QUE FALTAVA
Gabriela explica que sentia falta de alguém que a amparasse: “eu queria amor, carinho, atenção, alguém que me compreendesse e que fizesse o vazio que eu sentia desaparecer.”

Ela também começou a apresentar problemas espirituais: “passei a ouvir uma voz falando que eu me matasse e que ninguém sentiria minha falta. Pensava em me jogar de um lugar alto, me colocava na frente de carros e ônibus. Peguei um objeto para cortar o pulso, mas na hora não tive coragem”, diz.

No início de 2013, um desabafo que fez a um primo trouxe alívio para a sua dor. “Comentei com ele que não aguentava mais aquela vida e que se Deus existisse que Ele me ajudasse ou me matasse. No íntimo, já havia pedido para Ele mudar minha vida ou eu mesma daria um fim a ela. Foi quando recebi um convite para participar de uma das reuniões da Universal.”

Gabriela conta que ocorreu uma mudança logo na primeira reunião de que participou. “Precisei perdoar a pessoa que abusou de mim e pedir perdão a quem eu fiz mal. Também precisei me perdoar por tudo de errado que tinha feito comigo e com as pessoas”, relata.

Em seguida, ela descobriu a força do Altar: “o Altar me faz estar perto de Deus todos os dias, me ensina a usar a Fé sobrenatural e a entregar o meu tudo pelo tudo de Deus.”

Agora, Gabriela pode testemunhar, feliz, sua mudança: “antes, eu era solitária, depressiva, carente, cheia de pensamentos ruins e atitudes erradas; hoje, sou forte, determinada, quero viver e dar às pessoas a vida que recebi. Tenho o Espírito Santo que me completa em tudo.”

Ela segue confiante na sua Fé em Deus: “no Altar, pedi a Deus pela conversão do meu irmão e ele está na presença dEle. Sei que com a manifestação da minha Fé outros desejos se realizarão”, finaliza.

imagem do author
Colaborador

Flavia Francellino / Foto: Getty Images