"Vale a Pena Viver": evento na Zâmbia mostra aos jovens que existe solução para os problemas emocionais

Centenas de estudantes, moradores locais e integrantes da FJU se reuniram no pátio em frente à Universal local

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Recentemente, no dia 21 de junho último, a Universal da Zâmbia – país localizado na África Austral – organizou o evento “Life’s Worth Living” (“Vale a Pena Viver”, em tradução livre para o português) que reuniu centenas de pessoas entre estudantes de escolas e universidades, e jovens de comunidades locais, além dos integrantes do grupo Força Jovem Universal (FJU).

  • O grupo jovem na Zâmbia se chama ‘Victory Youth Group’ (VYG).

Com o objetivo de conscientizar a juventude de que existe uma solução para todos os problemas e desafios que enfrentam, o responsável pela Universal no país, Pastor Luiz Cesar de Souza, e o responsável pelo grupo FJU, Efford Chulu, transmitiram uma mensagem especial.

Eles ressaltaram aos jovens que suas histórias podem ser transformadas e que é possível superar, por exemplo, vícios, traumas e abusos. Ainda pontuaram que existe uma solução para aqueles que sofrem com a opressão, a depressão e outros problemas emocionais.

Também foi enfatizado que o suicídio não é a solução, pois cada vida possui um propósito e um valor único. “Diante do aumento significativo dos casos de suicídio entre os jovens no país, a realização deste evento teve grande relevância social e, sobretudo, espiritual”, comentou o Pastor.

Vale a Pena Viver _ Zâmbia

Apoio, orientação e esperança

O evento realizado anualmente aconteceu no pátio em frente à Igreja Universal local, em um ambiente aberto e acessível para toda a comunidade, visando alcançar o maior número possível de pessoas, oferecendo apoio, orientação e esperança.

A jovem empresária Dorothy Chungu, de 22 anos, que já sofreu com a depressão e contou com a ajuda do grupo jovem, participou do evento e destacou a importância de salvar almas.

“Recebi uma grande bênção. Eu mesma fui vítima da depressão e houve um período em que senti que a vida não valia a pena ser vivida. Eu desejava a morte e não conseguia enxergar uma saída para o que estava enfrentando. Mas, depois que cheguei à Igreja e passei a participar da FJU, aprendi como superar esses sentimentos e dificuldades. Ao olhar para tudo o que Deus fez na minha vida, também compreendi a importância de salvar almas. Entendi que primeiro eu precisava cuidar da minha própria alma e, depois, ajudar outras pessoas a encontrarem o mesmo caminho. Aquilo que recebi para a minha vida, gostaria de compartilhar com outras pessoas, para que elas também possam compreender que a vida vale a pena ser vivida e que sempre existe esperança para quem decide lutar e não desistir.”

Confiança em Deus

Por sua vez, o estudante Aquino Banda, de 19 anos, ressaltou que com o evento aprendeu que existe esperança para aqueles que colocam a sua confiança em Deus.

“Aprendi que a vida sem Deus não é nada. Viver sem Deus pode levar a muitas situações difíceis, como o suicídio, a depressão, a autopiedade, a ansiedade e outros problemas. Essa mensagem me ajudou a enxergar a vida de uma maneira diferente, segundo a vontade e a visão de Deus. Aprendi que, se eu viver de acordo com a vontade de Deus e tiver o Espírito Santo dentro de mim, minha vida sempre valerá a pena ser vivida. Esse evento me ensinou que, independentemente das circunstâncias, existe esperança para aqueles que colocam a sua confiança em Deus.”

A importância de buscar ajuda espiritual

Houve um momento de reflexão e um chamado ao Altar destinado àqueles que desejavam tomar a decisão de seguir um novo caminho com Deus. Ademais, a mensagem enfatizou a esperança, a transformação de vida e a importância de buscar ajuda e apoio espiritual diante das dificuldades.

O empresário Francis Phiri, de 29 anos, é um exemplo de quem teve sua vida transformada ao ser alcançado pelo trabalho do grupo jovem. Hoje, ele atua como voluntário da FJU, nas ações e eventos do grupo, e contou como foi a sua trajetória de vida até aqui. Desde a infância, ele sofreu com traumas, vícios e quase se perdeu totalmente na desesperança e falta de perspectiva.

“Na infância, enfrentei muitas críticas e zombarias devido à minha aparência. Amigos e alguns familiares diziam que eu era muito baixo, que tinha olhos pequenos e outras coisas negativas que me causaram inseguranças e baixa autoestima. Por volta dos 9 anos de idade me envolvi com pornografia. O desejo de praticar o que assistia começou a crescer e, na escola, influenciávamos uns aos outros a correr atrás de garotas. Passei também a beber álcool na escola e em casa. Tudo isso foi se tornando uma distração na minha vida sem que eu percebesse. Eu não faltava às aulas, mas não as assistia. A situação ficou tão ruim que me tornei muito rebelde na escola com os professores. Os professores não sabiam o que fazer”, relatou Francis.

“Hoje, acredito em mim mesmo”

Nesse ínterim, ao terminar o ensino médio, já era viciado em álcool. “Eu só saía de casa para beber. Também comecei a frequentar boates e bares, e a dormir com várias mulheres. Vi minha vida escapando por entre meus dedos e não podia fazer nada a respeito. Vi o impacto negativo que tudo aquilo tinha na minha vida, mas nunca tive forças para reagir. Muitas vezes, meu irmão me encontrava bêbado e caído no chão nas ruas. Eu dizia a mim mesmo que nunca mais beberia, mas no dia seguinte me encontrava bêbado novamente. Perdi toda a esperança e minha vida ficou sem perspectiva”, acrescentou.

A mudança começou quando Francis voltou para a Igreja. “Voltei e conversei com os pastores do grupo jovem. Passei a cancelar os outros compromissos e participar dos encontros da FJU. Tomei a decisão que ajudou a me libertar de tudo o que estava me prendendo. Agora, sou uma pessoa completamente diferente, não tenho insegurança nem baixa autoestima. Não sou mais aquele jovem sem perspectiva de vida. Libertei-me de todos os vícios. Acredito em mim mesmo”, pontuou Francis.

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Colaborador

Michele Roza / Fotos: Cedidas