Crianças e adolescentes passam horas online sem supervisão

Pesquisas revelam que muitos pais têm permitido o acesso livre ao ambiente digital, evidenciando a necessidade de impor limites e reforçar o acompanhamento familiar

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Atualmente, é comum ver crianças e adolescentes com forte presença no ambiente digital. Segundo um estudo da pesquisadora independente e consultora em comportamento do consumidor, Soraia Marioti, 72% dos adolescentes brasileiros passam entre duas e seis horas por dia em frente às telas e 25% permanecem conectados entre quatro e seis horas diariamente. 

Com isso, cresce também a exposição desses jovens a conteúdos nocivos e prejudiciais. Mas, apesar do acesso facilitado à internet, muitos pais acreditam que os perigos estão apenas fora de casa, ignorando os riscos do ambiente online. 

O perigo por trás da falta de supervisão  

Uma pesquisa inédita realizada no Brasil ouviu 2.800 pessoas entre pais e adolescentes e revelou que:

  • 85% dos pais impõem regras de uso da internet; 
  • No entanto, 48% não acompanham o que os filhos fazem online; 
  • A pesquisa também mostra que 85% do lazer dos adolescentes é online, contra 81% entre adultos. E muitos jovens navegam sem supervisão. 
  • Outro ponto relevante é que muitos pais subestimam os riscos digitais enfrentados pelos filhos, demonstrando maior preocupação com a violência física do que com ameaças digitais (exploração, cyberbullying e prejuízos no desenvolvimento cognitivo). 

Orientações sobre o uso de telas 

Em contrapartida, o psicólogo Cristiano Nabuco, em entrevista ao programa Domingo Espetacular, destacou orientações importantes para o uso de dispositivos eletrônicos. 

  • Antes dos 2 anos, o contato com telas não é recomendado, pois pode causar atraso na linguagem e no desenvolvimento. 
  • O tempo de uso deve ser limitado: até 1 hora por dia (2 a 5 anos) e até 1h30 (5 a 10 anos), sempre com supervisão. 
  • “Crianças e adolescentes ainda não têm maturidade cerebral para se autorregular, o que exige acompanhamento dos pais”, destaca o psicólogo. “Logo, o exemplo dos adultos é fundamental, contudo, os pais precisam adotar os mesmos limites que orientam aos filhos”, finaliza. 

A importância da instrução espiritual no lar 

Além dos cuidados práticos, o Bispo Renato Cardoso chama a atenção para a formação espiritual das crianças e adolescentes. Com base na Palavra de Deus, ele orienta que o tempo excessivo diante das telas pode — e deve — ser substituído por momentos em família voltados ao ensino bíblico. 

A orientação está fundamentada no que está escrito em Deuteronômio 6:7: 

“E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” 

Nesse sentido, o Bispo destaca que ensinar a Palavra de Deus aos filhos é uma forma de prevenção para o futuro. 

  • “Falar para os nossos filhos da Palavra de Deus é preveni-los de problemas lá na frente. Ensina a criança o caminho que deve andar e, até quando crescer, não se desviará dele”, afirma. 

Além disso, ele reforça que esse ensinamento precisa fazer parte da rotina familiar: 

  • “Devemos fazer a Palavra de Deus parte da nossa vida pela manhã, à tarde e à noite, e vivê-la por meio de exemplos. A riqueza da Bíblia é que enriquece a vida de uma pessoa quando ela a absorve e a prática.”

Por fim, envolva-se em iniciativas que ajudam a preencher o dia com atividades produtivas, como a Força Teen Universal (FTU) e a Força Jovem Universal (FJU), que desenvolvem trabalhos sociais ao longo de todo o ano.

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Colaborador

Sabrina Rodrigues / Fotos: iStock e reprodução