Novelinhas com alimentos 'viralizam' e levantam alerta

Conteúdos com estética infantil escondem temas adultos e podem impactar o comportamento e a mente de jovens

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Tem circulado nas redes sociais uma nova tendência de vídeos curtos: “novelinhas de frutas”, protagonizadas por alimentos antropomorfizados, ou seja, personagens criados por inteligência artificial que recebem características humanas.

À primeira vista, o conteúdo parece leve e divertido. No entanto, especialistas já alertam que, por trás da estética colorida e atrativa, há mensagens que merecem atenção.

Estética infantil, enredo adulto 

“Abacatudo”, “Moranguete”, “Bananildo”, entre outros personagens, ganham destaque nesses enredos. Embora tenham aparência infantilizada, as histórias seguem uma linha semelhante à de novelas tradicionais, abordando temas como problemas financeiros, traições, violência e até conteúdos de cunho sexual.

Além disso, o uso de cores vibrantes e narrativas envolventes prende a atenção do público e estimula o consumo contínuo. Dessa forma, muitos pais podem não perceber o teor real das histórias, o que acaba expondo crianças e adolescentes a conteúdos inadequados.

reprodução do Youtube

Outro ponto de alerta é a mensagem implícita dessas produções. O que mais preocupa é a ideia de que a realidade pode ser moldada pelos desejos pessoais, ignorando limites e consequências.

Vale ressaltar que esse tipo de conteúdo surgiu nos Estados Unidos e, posteriormente, foi adaptado à linguagem brasileira, ganhando força em plataformas como TikTok e Instagram.

“Crianças pequenas absorvem essa hipersexualização sem filtro. O algoritmo empurra cada vez mais vídeos com esse tom, normaliza desde cedo o uso do corpo de forma sexualizada. Mesmo que seja em desenho. Pais, prestem atenção no que seus filhos estão assistindo”, comentário de um especialista na reportagem do Balanço Geral.

Assista à matéria completa:

Normalização de comportamentos prejudiciais 

O formato desses vídeos. Em geral, são curtos, dinâmicos e viciantes, incentivando o espectador a consumir cada vez mais conteúdos semelhantes. 

Esse comportamento está associado ao chamado “brain rot” (ou deterioração mental), um termo popularizado em 2024 para descrever sintomas como confusão, cansaço e dificuldade de concentração causados pelo consumo excessivo de conteúdos rápidos. 

Segundo estudo da NeuroImage, assistir com frequência vídeos muito rápidos e curtos pode alterar o funcionamento do cérebro, reduzir o foco, enfraquecer a memória e prejudicar a tomada de decisões. Além de interferir na forma como o cérebro processa recompensas, riscos e escolhas. 

O que se consome também molda a mente 

Diante disso, torna-se fundamental ter atenção ao tipo de conteúdo que entra na sua casa — seja pela televisão ou pelo celular. 

  • Por isso, como proposta, de 3 a 24 de maio acontecerá o Jejum de Daniel;
  • Com 21 dias de afastamento de conteúdos seculares, priorizando aquilo que fortalece o relacionamento com Deus.
  • Esse propósito não se limita apenas à alimentação. Mas trata-se, sobretudo, de uma prática espiritual. O jejum de conteúdos também é uma forma de consagração. 
  • Além disso, a Igreja Universal está vivendo um período de limpeza e purificação espiritual em preparação para o Pentecostes, reforçando a importância de selecionar com cuidado aquilo que se consome diariamente. 
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Colaborador

Sabrina Rodrigues / Fotos: iStock e reprodução