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Notícias | 29 de maio de 2019 - 11:48


Entrelinhas: O poder do perdão

Aprenda com a história de Kelli como é possível curar as feridas do passado, mudar o rumo da sua vida e ser feliz

O programa Entrelinhas do último domingo (26), contou a história de Kelli Cristina Nunes das Neves, de 40 anos.

Ela teve uma vida marcada por abusos sexuais, frustrações, traições, desprezo e ódio, mas encontrou no perdão a força para recomeçar.

Kelli não conheceu o pai biológico. Até os 7 anos de idade eram só ela e a mãe.  Com o casamento da mãe, Kelli acreditava que seria o início de uma nova vida, agora com a presença de um pai, de um protetor.

Os abusos

Mas, não foi o que aconteceu. Os abusos sexuais começaram em seguida e continuaram por 5 anos consecutivos. E pior, aconteciam todas as noites.

“Minha mãe trabalhava à noite, então, era o período que eu sofria. Quando começava a dar o horário de a minha mãe sair para trabalhar, eu já começava a tremer, porque sabia o que ia acontecer. Eu não tinha um amigo, um parente, não tinha ninguém para me defender. Ele ainda me ameaçava”, conta.

Foi durante uma briga dos pais, em que ambos estavam alcoolizados, que Kelli tomou coragem e contou para a mãe sobre os abusos, e como ela já esperava, a mãe não acreditou. Pior que isso: ainda pegou a filha pelos cabelos, a jogou em cima da cama e sugeriu que o marido abusasse dela ali mesmo, na presença dela.

Ele, obviamente, se recusou, alegando que a esposa estava louca e que nunca seria capaz de tocar na filha dela.

“Naquele dia morreu todo e qualquer sentimento que eu tinha pela minha mãe. Eu queria vê-la morta”, diz Kelli.

Desprezo, traição e ódio

Nesse mesmo dia, a mãe de Kelli a colocou para fora de casa, acusando-a de tentar destruir o seu casamento. Assim, nos quatro anos seguintes, a desprezou completamente, e fazia questão de dizer para todos que não tinha filha.

Nesse ínterim, Kelli passou a morar com uma vizinha, mas aos 15 anos, quando começou a namorar, a mãe dela a procurou e pediu para que a filha esquecesse o passado e retornasse para casa.  Apesar de todo ódio que ainda sentia, Kelli voltou.

Mas, o pior ainda estava por acontecer. Desse namoro, veio uma gravidez e faltando apenas um mês para sua filha nascer – era uma véspera de natal –  Kelli se deparou com uma cena que jamais imaginou presenciar: flagrou a própria mãe e o namorado na cama, em seu quarto.

E todo aquele ódio que sentia da mãe veio à tona, ainda com mais força. “Ódio da minha mãe e de todos os homens”.

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Relacionamentos frustrados

Mas, apesar do ódio que passou a nutrir por todos os homens, passado algum tempo, Kelli entrou em um novo relacionamento e mais uma vez engravidou. Contudo, para o seu desespero e frustração, descobre que o pai da criança, com quem imaginava que – finalmente – construiria uma família, já era casado.

Sem saber o que fazer e ter para onde ir, ela se submete a ir morar com os dois filhos na casa da mãe, onde era constantemente humilhada. Com medo de o padrasto abusar das filhas, Kelli passa a dormir amarrada a elas.

“Eu vivia na casa dela, porque eu não tinha para onde ir, mas a minha vontade era de sumir. Porque ter uma mãe como eu tive é muito difícil. A gente ouve falar que a mãe ama e passa por cima de qualquer coisa para proteger os filhos, mas comigo não foi assim”, lamenta.

Eram tantas as decepções e tanto sofrimento que Kelli não acreditava mais no amor de Deus. Ela O culpava por todo o mal que lhe havia acontecido.

“Assim acontece com muitas pessoas que acham que Deus é responsável pelo que está acontecendo na vida delas. Mas, a Palavra de Deus mostra que nós temos que escolher entre a maldição e a benção, entre a vida e a morte. Ele deixa bem claro que se a pessoa escolher a benção, a vida dela irá bem, mas, se escolher a maldição, vai colher os frutos dela”, esclarece o Bispo Renato Cardoso.

Para Cristiane Cardoso, o ódio impede a pessoa de raciocinar. “Ela não consegue ter bons argumentos a respeito das decisões dela. Ela vai pelo que sente. Então, ela não consegue perceber que está fazendo mal a si mesma e não à pessoa que a magoou”, destaca a apresentadora.

O casamento e mais traição

Nesse intervalo, Kelli conhece o atual marido, Rafael Neves. Um rapaz correto e de boa família. Após 9 meses de namoro, eles se casam.

Contudo, a paixão que Rafael sentia pelo time começou a afetar o relacionamento dos dois. E, como se não bastasse, veio também a traição.

Para Kelli era o fim de um casamento de 12 anos.

Foram um ano e meio separados. Rafael buscou ajuda de psicólogos e outros meios para tentar salvar o seu casamento, mas tudo era em vão.

Casamento Blindado

Ele tentou de todas as formas reconquistar a confiança da esposa, mas ela estava irredutível.  Até que um dia, ao entrar numa livraria, se deparou com o livro “Casamento Blindado” e o título lhe chamou atenção.

A leitura do livro transformou sua maneira de pensar e abriu sua mente e o seu entendimento para enxergar todos os erros que havia cometido em seu relacionamento, bem como o caminho que precisava percorrer para restaurá-lo.

Então, na primeira oportunidade que teve, presenteou Kelli com o livro. Estava criada a ponte que os levaria à transformação e restauração completa da vida e do casamento deles.

Mas, antes, Kelli precisava se livrar de todo ódio que a corroía por dentro.

Mundo espiritual

O Bispo Renato destaca que é importante a pessoa ter a visão do que acontece no mundo espiritual. As pessoas sofrem, porque estão como marionete na mão do mal. Elas não se voltam para Deus, por isso, não se libertam e continuam vivendo a história de terror que o mal tem escrito por meio delas.

Acompanhe história de Kelli e Rafael e saiba como se libertar disso tudo. Assista ao programa na íntegra, pelo Univer Vídeo, com apresentação de Renato e Cristiane Cardoso. Ainda não é assinante? Clique aqui e faça sua assinatura. Aproveite para assistir também a outros episódios do programa.


  • Jeane Vidal / Fotos: cedidas 


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