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Notícias | 7 de agosto de 2019 - 09:57


As consequências do estresse no trabalho de um policial

Se você sofre com este mal, saiba que há uma forma de combatê-lo

Ser um profissional atuante na área de segurança, a exemplo de um policial, é também ter a certeza que irá executar atividades de alto risco, uma vez que, em seu cotidiano, lida-se muito com a violência, a brutalidade, as emoções ligadas ao ato de ter de enfrentar confrontos, efetuar prisões e, pior ainda: convive-se com a possibilidade de ter a própria vida ceifada ou a de seus colegas.

Essa profissão é uma das mais desgastantes que existe. Segundo uma pesquisa do Departamento do trabalho dos Estados Unidos, as pessoas que atuam nessa área costumam ser, frequentemente, afetadas emocionalmente. E as sequelas podem refletir no comportamento profissional e pessoal do policial que vive com o dedo no gatilho.

Para se ter uma ideia, de acordo com os dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), no primeiro semestre de 2019 a Polícia Militar matou uma pessoa a cada 10 horas em casos registrados como “morte decorrente de intervenção policial”. Ou seja, 358 pessoas foram mortas por PMs em serviço e 56 morreram após, supostamente, resistirem à abordagem de um policial que estava de folga.

A frequente exposição ao perigo os obriga a ficar sempre alertas e vigilantes, gerando grande tensão e expectativa. Tudo isso, junto a uma intensa pressão, causa ansiedade e pode, inclusive, levá-los à depressão.

Foi o que aconteceu, recentemente, com o delegado da cidade de Apucarana (PR), Gustavo Dante (foto ao lado). O oficial estava na casa dos pais, em Ribeirão Preto, interior paulista, quando deu um tiro na própria cabeça, dias depois ele veio a óbito. Segundo familiares, o delegado fazia tratamento contra depressão, há cerca de 3 meses, com especialista em Londrina. No entanto, decidiu ir ao Estado de São Paulo em busca de acompanhamento, após passar 4 noites sem dormir.

O que fazer quando se está nessa situação?

Reconheça, primeiramente, o seu problema. Esse é o primeiro passo para reverter o estresse e a depressão, ou seja, admitir o problema. Infelizmente, muitos policiais não procuram e nem aceitam ajuda, porque não conseguem reconhecer que o trabalho está lhe causando tantos prejuízos.

“O maior problema dos policiais hoje é a fragilidade espiritual. Então, eles acabam entrando em uma depressão, chegando ao extremo de cometer o suicídio”, disse o Pastor Roni Negreiros, atual responsável pelo grupo UFP (Universal nas Forças Policiais). Ele é Major Capelão da Polícia Militar do Estado do Maranhão.

Procure ajuda

Desde 2017, além do trabalho de evangelização com os policiais, o grupo Universal nas Forças Policiais também presta apoio espiritual e social a eles, que estão sujeitos a um conjunto de adversidades, sejam elas de origem física, psicológica e, principalmente, espiritual.

Palestras preventivas sobre corrupção, ética, drogas, estrutura familiar, casamento e educação dos filhos são realizadas nos prédios administrativos, quartéis, batalhões, delegacias e presídios, além de cultos e atendimentos pastorais.

Neste próximo dia 25 de agosto, data em que se comemora o “Dia do Soldado”, a Universal e o grupo UFP realizarão uma homenagem especial a todos os integrantes das Forças Armadas e das Forças de Segurança Pública de todo o Brasil.

Se você faz parte destes grupos, participe desse momento especial: no Templo de Salomão, localizado na Avenida Celso Garcia, 605, Brás, zona leste de São Paulo. Ou em uma Universal mais próxima de sua casa (consulte aqui o endereço).


  • Sabrina Marques / Foto: Getty Images 


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