Você já sofreu por causa da sua fé?
O filme Nada a Perder 2 revela as perseguições que o Bispo Edir Macedo, membros e voluntários da Universal enfrentaram
Nada a Perder 2 saiu das salas de cinemas brasileiros, mas deixou lições não somente sobre a história do Bispo Edir Macedo, mas também dos fiéis da Universal que ao longo dos 42 anos de existência da instituição sofreram – e ainda sofrem – perseguições por causa da sua Fé.
O longa-metragem, dirigido por Alexandre Avancini, estreou no dia 15 de agosto. O Bispo Edir Macedo foi interpretado novamente pelo ator Petrônio Gontijo. Contudo não foi somente a história do Bispo e de outros personagens que deixou ensinamentos. Outra personagem também chamou muita atenção.

No início do filme, o público vê uma cena impactante: uma obreira da Universal sai da Igreja com destino à sua casa. No caminho, ela é perseguida, atacada e duramente agredida por pessoas que discriminavam o trabalho da Universal.
Essa cena revela uma situação verdadeira enfrentada por muitos fiéis da Igreja. Depois da saída do Bispo Macedo da prisão, em 1992, do desabamento do teto da Igreja de Osasco, na Grande São Paulo, e do suposto “chute” na imagem de uma santa católica, parecia que atacar os membros e obreiros da Universal tinha se tornado um hábito.
Ele sentiu na pele
Somente quem passou por essa situação sabe como é difícil ser vítima de preconceito. O coordenador de segurança do trabalho Edison Evangelista Silva, de 55 anos, que frequenta a Universal há 31 anos e é obreiro há 29 anos, pode ser citado como um exemplo.
Edison se recorda que chegou à Universal em 1988, depois de aceitar um convite de uma colega de trabalho. Na época, ele cantava em bares noturnos e essa amiga o convidou para um festival. O que ele não sabia era que ela se referia a um evento da Universal realizado pelo Grupo Jovem da época.
Ele aceitou e, passados alguns meses, ele decidiu assistir a uma reunião na Igreja. “Nessa reunião, senti paz e fui convidado a fazer parte do Grupo Jovem. Daí, fui descobrindo as causas dos problemas da minha vida sentimental, financeira e familiar. Passei a me envolver com as atividades da Igreja e fui percebendo que tinha deixado toda aquela vida da noite e me afastado dos amigos dos barzinhos e dos bailes”, diz.
Logo, ele começou a sofrer perseguição da própria família. “Quando saía uma matéria falando mal da Igreja, assim que eu chegava em casa, já tinha um jornal na minha cama para que eu visse a notícia.”
A situação piorou em 1992. Nesse ano ele começou a trabalhar no departamento pessoal da Universal. Ele lembra que, quando ia ao banco, os funcionários da agência zombavam dele e se referiam à Universal de forma discriminatória.
Edison também se recorda de outro episódio negativo: “certa vez, eu e minha esposa fomos assaltados. Estávamos com o carro parado no semáforo e os assaltantes exigiram que saíssemos. Levaram o carro com tudo o que havia dentro. Em seguida, entramos em uma pizzaria muito assustados. Pedimos auxílio para fazer uma ligação. As pessoas do estabelecimento foram prestativas e nos trouxeram água e um telefone. Mas, quando falamos que iríamos ligar para a Universal mais próxima para alguém nos buscar, imediatamente nos xingaram e fomos expulsos de lá”, narra.
Edison relata ainda um episódio que ocorreu na época do suposto “chute na santa”. Para atacar a Universal, diversas pessoas e jornalistas entravam na recepção do local que ele trabalhava para provocar os funcionários. Edison explica que se manteve firme na Fé porque permanecia em comunhão com Deus. “O Espírito Santo me sustentou até aqui. O que nos fortalece nessa comunhão com Deus é todo respaldo que a Igreja nos dá por meio de reuniões, vigílias e palavras de Fé”, diz.
Ele reconhece que tudo o que lia não passava de fake news (notícias falsas). “Tive a oportunidade de estar como obreiro voluntário e trabalhar na administração da Igreja. Dessa forma, pude comparar que o que falavam da instituição era diferente do que eu vivia lá dentro no dia a dia”, finaliza.
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