Uma luta desde a infância
Uma doença sem diagnóstico transformou a infância de Tailane Lima e a levou a enfrentar desafios que ninguém imaginava
Quem vê hoje a jovem Tailane Lima, de 30 anos, tecnóloga em gestão comercial, pós-graduada em comércio exterior e coordenadora de SAC em uma empresa de Americana, no interior de São Paulo, talvez não imagine tudo o que ela precisou superar para chegar até aqui.
“Nasci em Salvador (BA) e, aos 5 anos, desenvolvi uma condição ocular severa que não foi diagnosticada. Os médicos não conseguiam identificar exatamente o que eu tinha. Embora fosse semelhante a um terçol, era algo persistente e incomum”, conta.
O que é o terçol?
O diagnóstico mais próximo da condição que Tailane apresentava seria o terçol. No entanto, como ela relata, os médicos não conseguiam identificar com precisão qual era a doença que a afetava.
O terçol é uma infecção bacteriana que atinge as glândulas localizadas nas pálpebras, formando um pequeno nódulo próximo aos cílios. Entre os sintomas mais comuns estão dor, vermelhidão, inchaço e sensação de calor na região afetada. Em muitos casos, a lesão se rompe e desaparece espontaneamente.
O tratamento geralmente inclui a aplicação de compressas mornas sobre a área afetada. Dependendo da gravidade do quadro, o oftalmologista também pode prescrever colírios ou pomadas com antibióticos para combater a infecção.
Fonte: Ministério da Saúde
Sem perspectiva
Tailane relata que a doença a acompanhou durante toda a infância, sem qualquer perspectiva de cura.
“Aos 10 anos, eu e minha mãe nos mudamos da Bahia para São Paulo em busca de melhores condições de vida. Meu pai veio depois, mas o problema nos olhos continuava. Eu precisava apertar a região afetada e saía uma substância escura, além de sentir muita dor”, recorda.
Cirurgia experimental
A jovem afirma que a enfermidade a impedia de ter uma infância normal. “Eu não conseguia frequentar a escola regularmente, brincar ao ar livre nem me expor ao sol. Os médicos receitaram uma pomada cara, que apenas aliviava a dor temporariamente. Como meus pais nem sempre tinham condições de comprar o medicamento, o problema voltava constantemente. Em um momento crítico, um médico sugeriu uma cirurgia experimental, alertando para o risco de perda da visão, já que ele próprio desconhecia a causa da doença.”
Uma passagem para três
Diante da falta de respostas da medicina, a mãe de Tailane decidiu buscar ajuda por meio da fé.
“Enquanto assistia a um programa de televisão, minha mãe se lembrou de uma experiência que havia tido anteriormente na Universal, em Salvador, e decidiu procurar ajuda, passando a frequentar a Igreja em São Paulo. Ela participava das reuniões de terça-feira, voltadas para a cura. Usava em mim o azeite consagrado e fazia propósitos de fé, mesmo enfrentando dificuldades financeiras. Para ir à Universal, recebíamos uma passagem de obreiros da Igreja, mas precisávamos compartilhá-la entre minha mãe, eu e minha irmã”, conta.
Marcas profundas
Tailane afirma que, após três anos participando dos propósitos de fé, a condição ocular desapareceu completamente.
“Lembro que fui curada aos 13 anos, sem o uso de medicamentos, apenas por meio da fé. No início, eu buscava apenas a cura física, mas a doença havia deixado marcas profundas. Eu me tornei uma adolescente tímida, retraída e cheia de complexos, o que afetava meus relacionamentos. Somente aos 15 anos compreendi que a cura exterior refletia também a necessidade de cura interior”, analisa.
Divisor de águas
Essa mudança de entendimento levou Tailane a participar da Força Jovem Universal (FJU). “Para mim, foi um divisor de águas, porque passei a me envolver nos projetos e na Obra de Deus. Aos 17 anos, recebi o Espírito Santo, e isso transformou minha personalidade, trazendo propósito, paz e alegria para a minha vida”, relata.
O poder da Palavra
Hoje, Tailane afirma que recebeu não apenas a cura física, mas também a cura da alma. “Quando você recebe o Espírito Santo, é como ter o olhar de Deus dentro de você. Você passa a enxergar a vida pelos olhos d’Ele. Eu era uma pessoa vazia, triste e cheia de complexos, mas hoje tenho o Espírito Santo e percebo que existem muitas outras ‘Tailanes’. Eu diria que a ferramenta para curá-las é a fé. Não a fé nas circunstâncias ou no que o médico diz, mas na Palavra de Deus, porque ela tem poder. Quando você manifesta a fé nessa Palavra, o milagre acontece”, enfatiza.
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