Uma história de sofrimento que se repetia entre gerações

Após crescer em um lar marcado por conflitos, Carla Martins tentou fugir da própria dor, mas viu seus filhos enfrentarem problemas semelhantes

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Brigas, agressões, vícios e traições marcaram a infância e a adolescência da empresária Carla Carolina Martins, de 41 anos. Durante a convivência com os pais, ela presenciou inúmeros conflitos familiares e cresceu acumulando medos, tristeza, raiva e frustrações. “Nunca passamos fome nem sentimos falta de algo que o dinheiro pudesse proporcionar. Porém, ainda que aparentássemos ser uma família feliz, dentro de casa a convivência era de infelicidade”, recorda.

Uma realidade da qual queria fugir

O sofrimento era tão intenso que Carla chegou a desejar tirar a própria vida. Entretanto, por ser a irmã mais velha e sentir-se responsável pelo bem-estar dos irmãos, não concretizou esse desejo.

Aos 16 anos, na tentativa de escapar daquela realidade e preencher o vazio que sentia, ampliou seu círculo de amizades, passou a frequentar festas e a se envolver em diversos relacionamentos.

Ao se relacionar com um traficante, Carla teve contato com as drogas e desenvolveu dependência de cocaína e bebidas alcoólicas. Recorria a essas substâncias para perder a consciência e esquecer, ainda que momentaneamente, os problemas e as dores que enfrentava. Com a separação dos pais, sua situação se agravou.

Uma história que parecia se repetir

Aos 17 anos, Carla engravidou pela primeira vez. “Eu não sabia ser mãe. Sempre estava fora de casa, com vários homens, festas e viagens. E, quando chegava em casa, queria apenas ficar sozinha”, admite.

Segundo ela, o filho mais velho começou a apresentar comportamentos semelhantes aos que ela própria manifestava na infância. Aos 26 anos, Carla se casou e engravidou novamente, mas os conflitos familiares se intensificaram. “Inicialmente, parecia que daria certo, afinal, tínhamos jeitos e até problemas parecidos.

No entanto, os problemas se intensificaram com traições e entre diversos términos e reconciliações. E, assim como o meu primeiro filho, a minha filha passou a ter os mesmos problemas que eu, inclusive a depressão”, destaca.

Convite para uma nova história

Nesse período, a mãe de Carla conheceu o trabalho da Igreja Universal e, após experimentar uma transformação em sua vida, passou a convidar a filha para participar das reuniões. Carla chegou a frequentá-las algumas vezes, mas sem assumir um compromisso com a fé.

Em 2019, porém, cansada de viver sem paz e sem perspectivas, decidiu mudar de atitude e obedecer à Palavra de Deus. “Eu vi que não tinha nada a perder. Então, entreguei todo o meu interior, que estava quebrado, meus filhos e o meu futuro. Me batizei nas águas, recebi o Novo Nascimento e tive uma mudança completa de vida. Mesmo com o fim do casamento, confiei que Deus iria cuidar de mim”, afirma.

Hoje, Carla se considera uma mulher feliz e realizada. “Deus mudou e preencheu o meu interior. E as Suas bênçãos se estenderam para a minha vida amorosa. Hoje tenho um homem de Deus e sou feliz no meu relacionamento e profissionalmente. Além disso, meus filhos também foram libertos e hoje servem a Deus”, conclui.

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Autor

Camila Dantas / Foto: Cedida