Sua natureza é espiritual ou terrena?
A Reunião dos Servos mostrou qual é a escolha que sustenta o discípulo até o fim
A vida do obreiro não pode ser sustentada por sentimentos, mas pela fé na Palavra de Deus. Essa foi a principal direção dada na Reunião dos Servos do dia 11 de abril: quem baseia suas decisões no coração se torna vulnerável diante das lutas espirituais e corre o risco de esfriar na fé. O ensinamento reforça que apenas a convicção fundamentada na Palavra de Deus é capaz de sustentar o servo em meio às guerras diárias. A reunião, realizada no Templo de Salomão, em São Paulo (SP), teve transmissão ao vivo para todo o Brasil.
A base da fé não são sentimentos
O encontro foi conduzido pelo Bispo Edir Macedo, que destacou que emoções e sensações são instáveis e insuficientes para sustentar a vida espiritual. No dia a dia, seja no trabalho, seja na escola ou em qualquer ambiente, o obreiro enfrenta desafios constantes e não pode vencê-los se agir pelo coração.
A fé eficaz não depende do que se sente, mas do que está escrito. Quando a pessoa se apoia em emoções, ela se torna vulnerável ao fracasso espiritual.
“Quando a pessoa usa a fé baseada na própria vontade ou no coração, ela inevitavelmente se frustra. Muitos começam bem na obra, com entusiasmo e emoção, mas, quando as sensações passam, ficam sem base. Isso acontece porque construíram a fé em sentimentos, e não na Palavra de Deus, que é firme e imutável”, explicou o Bispo.



Alma vivente versus espírito vivificante
A explicação central foi baseada em 1 Coríntios 15:45-50, que diferencia dois tipos de natureza: a alma vivente e o espírito vivificante.
A alma vivente representa a natureza emocional, sensível e inclinada às reações do coração. Já o espírito vivificante é aquele que nasce de Deus e vive guiado pela fé racional e espiritual.
“A pessoa que é apenas alma vivente reage às emoções, às circunstâncias e às pressões. Já o espírito vivificante permanece firme, porque não depende do que sente, mas do que crê. Essa pessoa carrega dentro de si a vida de Deus e transmite essa vida onde quer que esteja, pois sua natureza é espiritual e não emocional”, esclareceu.

O perigo de viver pelas emoções
A mensagem também destacou que o diabo explora justamente a fraqueza emocional do ser humano. Assim como aconteceu com Eva, que se deixou levar pelo que viu e sentiu, qualquer pessoa que vive pelas emoções se torna mais suscetível à queda.
Pessoas muito sensíveis, que se ofendem facilmente, se frustram rapidamente ou mudam de comportamento conforme as circunstâncias revelam uma fé ainda não consolidada no espiritual. “Quando o coração governa, a mente se torna refém. A pessoa emocional reage a tudo: se ofende, se entristece, desanima. Já quem é espiritual não se deixa levar por isso. Ela enfrenta as situações com base na Palavra e permanece firme, independentemente do que sente ou deixa de sentir”, acrescentou o Bispo.
Alerta sobre o novo nascimento
Um dos pontos mais fortes da reunião foi o alerta sobre a necessidade do Novo Nascimento. Não basta estar na igreja ou ter conhecimento bíblico, é preciso nascer de Deus. O Novo Nascimento, descrito também no ensinamento de Jesus a Nicodemos, transforma a natureza da pessoa, que deixa de ser apenas emocional para se tornar espiritual.
“Quem não nasceu do Espírito Santo pode até conhecer a Bíblia, frequentar a igreja e exercer funções, mas não conhece verdadeiramente a Deus. O Novo Nascimento muda a natureza da pessoa. Ela deixa de ser guiada pelo coração e passa a viver pela fé, assumindo a identidade espiritual em qualquer lugar, independentemente das circunstâncias”, reforçou o Bispo.
Como identificar quem é espiritual
A diferença entre quem é espiritual e quem é apenas emocional se revela na prática, especialmente nas situações difíceis. É nas lutas que a verdadeira natureza aparece. Quem é espiritual permanece firme, recorre à Palavra e não negocia a fé. Já quem é emocional oscila, se divide entre Deus e o mundo, e acaba cedendo às próprias vontades.
“A pessoa espiritual não vive dividida. Ela não tenta conciliar o Reino de Deus com o reino deste mundo. Sua vida é definida por uma escolha: fazer a vontade de Deus. Por isso, ela permanece, mesmo em meio às dificuldades, pois sua fé não depende das circunstâncias, mas da convicção que vem do Espírito”, revela.
A decisão fundamental
Sendo assim, não existe meio-termo na vida espiritual. Ou a pessoa é guiada pelo Espírito de Deus, ou permanece na natureza emocional. “A sua alma está em jogo. Não é uma questão de sentimento, mas de decisão. Quem quer o Espírito Santo precisa abrir mão da própria vontade e viver para cumprir a vontade de Deus. Só assim se torna, de fato, espiritual e capaz de permanecer firme até o fim”, concluiu o Bispo.
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