Sequência de terremotos em diferentes países desperta dúvidas; entenda o fenômeno

Tremores registrados na Venezuela, Estados Unidos, Japão e Rússia levantaram dúvidas sobre uma possível conexão entre os eventos, mas especialistas afirmam que eles ocorreram em regiões tectônicas diferentes

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A sequência de terremotos registrada na última quarta-feira (24) chamou a atenção em diferentes partes do mundo. Em menos de 24 horas, fortes tremores atingiram a Venezuela, os Estados Unidos, o Japão e a Rússia.

Na Venezuela, o desastre já registra mais de 900 mortos, segundo o balanço mais recente divulgado pela presidente interina do país. Além disso, centenas de pessoas ficaram feridas, enquanto equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes. Diante da sequência de abalos, muitas pessoas passaram a questionar se os fenômenos poderiam estar relacionados.

Sequência de terremotos em diferentes países desperta dúvidas; entenda o fenômeno

Os terremotos têm relação?

Apesar da proximidade entre os horários dos abalos, isso não significa, necessariamente, que eles estejam ligados.

De acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), cada terremoto ocorreu em um contexto geológico diferente. Na Venezuela, os tremores estão associados à interação entre as placas do Caribe e da América do Sul. Já no Japão e na Rússia, os abalos fazem parte da dinâmica do Círculo de Fogo do Pacífico. Enquanto isso, na Califórnia, o terremoto está relacionado ao sistema de falhas da costa oeste norte-americana, onde se encontra a Falha de San Andreas.

Além disso, o USGS registrou dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na Venezuela, separados por apenas 39 segundos. No mesmo dia, a Califórnia registrou um tremor de magnitude 5,6. Em seguida, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu o Japão. Pouco depois, a Península de Kamchatka, na Rússia, registrou outro abalo, de magnitude 5,0.

Embora essa sequência tenha despertado a atenção em diferentes partes do mundo, a ocorrência de grandes terremotos faz parte da dinâmica natural das placas tectônicas. Segundo o USGS, a Terra registra, em média, cerca de 16 terremotos de magnitude entre 7,0 e 7,9 por ano, além de aproximadamente um terremoto de magnitude igual ou superior a 8,0.

O que é o Círculo de Fogo do Pacífico?

Grande parte da atividade sísmica mundial acontece no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. A faixa geológica possui cerca de 40 mil quilômetros de extensão e circunda praticamente todo o Oceano Pacífico.

Segundo o USGS e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), essa região concentra aproximadamente 90% dos terremotos registrados no planeta e cerca de 75% dos vulcões ativos.

Isso acontece porque diversas placas tectônicas se encontram nessa área. Quando elas colidem, deslizam ou se afastam, liberam grandes quantidades de energia. Como consequência, ocorrem terremotos e, em muitos casos, atividade vulcânica.

Países como Japão, Rússia, Chile, Peru, Estados Unidos, México, Indonésia e Nova Zelândia convivem frequentemente com essa dinâmica geológica. Já a Venezuela está próxima ao encontro entre importantes placas tectônicas, mas fica fora da principal faixa do Círculo de Fogo.

A ciência consegue prever terremotos?

Atualmente, a ciência ainda não consegue prever exatamente quando um terremoto vai acontecer.

Os sistemas de monitoramento identificam áreas com maior risco sísmico e, em alguns países, conseguem emitir alertas poucos segundos antes da chegada das ondas sísmicas. No entanto, ainda não existe tecnologia capaz de informar com precisão o dia, o horário ou a intensidade de um terremoto.

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Um alerta para refletir

Enquanto equipes de resgate continuam mobilizadas para atender as vítimas, a Igreja Universal na Venezuela também tem se organizado para prestar assistência espiritual e apoio às famílias afetadas. Confira clicando aqui.

Os acontecimentos também levam muitos a refletir sobre as palavras do Senhor Jesus registradas em Lucas 21:11-12:

“E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e vos perseguirão…” 

Diante de acontecimentos que lembram a fragilidade da vida, vale orar pelas vítimas, por seus familiares e por todos os que trabalham no resgate. Além disso, esse também é um momento para refletir sobre a própria vida espiritual. Afinal, ninguém sabe o dia de amanhã. Por isso, vale a pena perguntar a si mesmo: se esse fosse o seu último dia, você estaria preparado para a eternidade?

Confira o vídeo abaixo:

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Colaborador

Ester Lima | Fotos: produzida por I.A e reprodução