Universal leva fé e alimento a Hamrun, em Malta

Ação recente levou refeições, lanches e apoio espiritual a moradores em situação de vulnerabilidade

Imagem de capa - Universal leva fé e alimento a Hamrun, em Malta

Malta é um arquipélago no Mar Mediterrâneo, marcado pela resistência. Diga-se de passagem, na Segunda Guerra Mundial, foi um dos lugares mais bombardeados da Europa por sua posição estratégica. Os bombardeios atingiram Hamrun entre 1940 e 1943, por ser uma das cidades ao redor do porto. Casas destruídas, famílias em abrigos subterrâneos e fome.

  • O povo resistiu e recebeu a George Cross, uma medalha que é a mais alta condecoração britânica, representando atos de maior heroísmo ou da mais notável coragem em circunstâncias de extremo perigo, devido à postura do país durante a 2ª guerra mundial. A solidariedade virou marca de quem sabe o que é passar por dificuldades.

A 3 km da capital Valletta, Hamrun cresceu como cidade operária. Com 9,5 mil habitantes, é conhecida pela High Street, rua de comércio popular, e por abrigar muitos imigrantes. O país tem dois idiomas oficiais: maltês e inglês, mas é em Hamrun que os desafios sociais aparecem com força: vulnerabilidade, vício e a solidão de quem recomeça a vida longe de casa.

A Universal em Malta

Apesar disso, é nesse cenário que a Igreja Universal atua há 12 anos. A estrutura em Malta conta com 1 igreja, 2 núcleos, 2 casais de pastores, 7 obreiros e 20 voluntários. Desde dezembro, o grupo Unisocial realiza ações mensais em Hamrun, a 2 km da igreja. Os voluntários vão em carros próprios levando alimentos e folhetos.

Recentemente, o projeto Anjos da Madrugada reuniu 20 voluntários e beneficiou 70 pessoas com café, água, torta e biscoitos preparados pela equipe. “Hamrun é um dos lugares mais problemáticos da ilha. Ajudamos com alimento físico, mas principalmente espiritual”, explica o Pastor Hugo Paredes.

Aliás, o Senhor Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida…”. João 14:6

Levamos, através da fé, o caminho que é Jesus. Encontramos carência física e espiritual e essas carências têm sido supridas, vemos nos olhos deles a gratidão em saberem que alguém se importa”, completa.

Parte dos alimentos vem de doações de lojas e mercados locais.

  • “O povo maltês é solidário porque viveu a fome na Segunda Guerra, por isso é comum que os comércios locais façam doações de alimentos, para nos ajudar a montar as cestas básicas e tem sido muito bacana”, relata o Pastor.

Em dezembro passado, a ação foi especial. No dia 24, véspera de Natal, a igreja fez o Natal Solidário. As pessoas em vulnerabilidade foram até a igreja, participaram de uma refeição, ouviram a Palavra e receberam Bíblias.

  • “Falamos que Jesus é a ressurreição e a vida. Que quem crê, ainda que morra, viverá. Se crer, a vida começa a mudar hoje”, relembrou.

Acolhimento aos estrangeiros  

Inclusive, Romina Cauchi, voluntária do uUnisocial, relata conta como o trabalho transforma quem serve e quem é servido.

  • “Este trabalho me ajudou a focar menos em mim e mais nos outros. Uma refeição simples ou uma conversa impacta uma vida”.

Ela destaca o acolhimento aos estrangeiros: “Mudar de país é desafiador. Pelo Unisocial, criamos senso de comunidade. Queremos que saibam que são valorizados. E temos visto elas experimentarem o amor de Deus na igreja”.

Por fim, no primeiro trimestre de 2026, o Unisocial beneficiou 371,8 mil pessoas no exterior. Em Malta, a história de resistência da guerra se reflete hoje na luta contra a fome e a solidão. A 2 km da igreja, a solidariedade continua reconstruindo vidas através da fé e da ação.

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Colaborador

Redação / Fotos: cedidas pelo Unisocial em Malta