Proteja a sua privacidade de dados

Evite a exposição desnecessária e não caia em golpes via celular ou internet

Imagem de capa - Proteja a sua privacidade de dados

Receber ligações suspeitas, de números desconhecidos, que podem resultar em golpes se tornou uma constante nos dias de hoje. Não se espante se, ao atendê-las, o suposto atendente citar dados sensíveis seus, como RG, CPF e grau de parentesco, para serem confirmados.

E quem já não falou sobre determinado assunto com amigos e, pouco tempo depois, recebeu no celular anúncios de produtos relacionados ao que foi dito? Será que existe realmente privacidade ou estamos sendo espionados o tempo todo?

Moeda de troca

Para Hesron Hori, especialista em segurança digital e executivo da Under Protection, empresa de consultoria em segurança da informação, a privacidade virou uma moeda de troca. “Ao aceitar os termos de uso, os usuários permitem a coleta de dados que as plataformas buscam maximizar para obter vantagem comercial. Os algoritmos são capazes de coletar informações extremamente íntimas dos usuários, como sentimentos e níveis de cansaço, observando padrões de interação, como a rolagem do feed de notícias”, observa.

Crime organizado

Por outro lado, o especialista considera que o crime evoluiu de ações isoladas para um mercado organizado na Dark Web, onde dados vazados são comercializados. “São bancos de dados com uma vasta gama de informações pessoais (CPF, dados veiculares, nomes de familiares e contatos) obtidas em diversas invasões. Esses dados permitem que golpistas construam confiança com as vítimas, simulando conhecimento prévio e aplicando golpes, como o do filho com celular quebrado pedindo dinheiro de outro número”, exemplifica.

Avaliação de conteúdo

Ele explica que qualquer informação, foto ou vídeo postado online pode vazar e se tornar público. “Por isso, antes de postar, avalie se o conteúdo pode causar constrangimento ou prejuízo e evite expor terceiros. Desconfie de solicitações urgentes e evite usar senhas semelhantes ou idênticas em diferentes contas. Senhas baseadas em informações pessoais, como datas de nascimento, nomes de familiares ou dados do trabalho, são facilmente adivinhadas por hackers”, explica.

Configurações de acesso

Hesron afirma ainda que, embora a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabeleça direitos mínimos para os usuários, a maior responsabilidade em se proteger é deles. “É fundamental ler os termos de uso e as políticas de privacidade das plataformas e conhecer suas configurações. Elas mudam constantemente e é preciso verificar regularmente as opções de privacidade dentro de cada aplicativo (LinkedIn, Instagram, Pinterest, Facebook, WhatsApp etc.) para desabilitar compartilhamentos indesejados e novas opções que vêm pré-habilitadas”, orienta.

Ao lado, o especialista lista algumas medidas simples para proteger seus dados e evitar golpes.

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Colaborador

Eduardo Prestes / Arte: Gean França