Por que a família incomoda tanto?

Em meio a ataques cada vez mais explícitos aos valores cristãos, episódio no carnaval reacende debate sobre intolerância religiosa e reforça o chamado à proteção espiritual dos lares

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A família sempre esteve no centro do projeto de Deus. Antes de qualquer instituição humana e de qualquer organização social, foi no ambiente familiar que o Criador estabeleceu Seus princípios. No entanto, ao longo da história, o que nasceu como projeto divino passou a ser alvo de constantes ataques. E não é por acaso: se a família é a base, atingi-la significa comprometer toda a estrutura.

Nos últimos dias, mais uma vez, vimos como o diabo usa ferramentas culturais para tentar deturpar os valores cristãos. E uma das maiores vitrines para isso é o carnaval. O que deveria ser só uma manifestação artística tem ultrapassado o limite da expressão cultural e entrado no campo do escárnio à fé.

Quando a fé vira caricatura

Foi o que ocorreu no desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, inclusive, esteve presente no local. A ala intitulada “Neoconservadores em Conserva” apresentou famílias dentro de latas, associando grupos conservadores, incluindo os evangélicos, a uma caricatura considerada ofensiva. A repercussão foi imediata e nacional.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro classificou o episódio como intolerância religiosa, lembrando que a liberdade de crença é um direito fundamental assegurado pela Constituição. Parlamentares também se manifestaram e falaram em ataque à fé e à família. O caso chegou à Procuradoria-Geral da República.

Além disso, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e o Instituto Isabel divulgaram uma nota conjunta de repúdio. No documento, eles afirmaram que a apresentação “ultrapassou os limites da livre manifestação cultural ao utilizar recursos públicos para fomentar narrativa de caráter político-ideológico e aprofundar divisões sociais”. A nota destaca ainda que “a utilização de financiamento público para manifestações com conteúdo de exaltação personalista ou de ridicularização de valores sociais e familiares representa desvio de finalidade administrativa e afronta ao modelo constitucional de Estado”.

A raiz é espiritual

Contudo, além da esfera jurídica e política, é preciso enxergar a raiz espiritual da questão. O Bispo Renato Cardoso chamou a atenção para algo maior: “Nós estamos vivendo dias em que a família se tornou alvo. Não é exagero. Basta observar o que tem acontecido nos últimos tempos, inclusive durante o carnaval: ataques à fé, à Palavra de Deus e aos princípios cristãos têm se tornado cada vez mais explícitos”.

Ele ressalta que a família não é apenas uma construção cultural, mas um projeto celestial: “Quando alguém ataca a família, não está apenas questionando um modelo social, mas está afrontando um princípio divino”. A Bíblia revela Deus como Pai, Filho e Espírito Santo, ou seja, a própria essência divina manifesta comunhão e unidade. Não é por acaso que o mal, descrito como divisor, trabalha para colocar pais contra filhos, homens contra mulheres e enfraquecer vínculos.

Muros invisíveis, batalhas reais

A lição bíblica de Neemias ilustra bem esse momento. Ao reconstruir os muros de Jerusalém, ele organizou o povo por famílias e colocou cada chefe de casa diante da parte do muro que protegia os seus e declarou: “Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossas mulheres e vossas casas”.

Hoje, os muros não são de pedra, mas espirituais. Os ataques não são feitos com espadas em punho, mas por meio de ideologias, conteúdos e narrativas que banalizam a fé e ridicularizam princípios. Se o objetivo é dividir, a resposta precisa ser unir.

Por isso, o Bispo Renato faz um chamado: “Em vez de entrar em guerras ideológicas, fortaleça a sua casa. Em vez de terceirizar a responsabilidade, assuma seu papel espiritual. Cada um deve lutar por sua família”.

Um chamado

Esse posicionamento não se resume a um discurso. No dia 3 de abril, Sexta-Feira da Paixão, ocorrerá em diversos estádios do País o evento “A Família ao Pé da Cruz”. A proposta é transformar esses locais em grandes “latas de conserva”, não para ridicularizar, mas para preservar; não para dividir, mas para unir; não para expor ao escárnio, mas para consagrar a Deus.

Se a família incomoda tanto, talvez seja porque ela carrega algo poderoso demais para ser ignorado. A pergunta que fica é: você está preparado para proteger o que Deus colocou em suas mãos?

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Colaborador

Redação / Fotos: kate_sept2004/getty images e reprodução