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Notícias | 25 de Setembro de 2022 - 00:05


Panfleto do PT tenta enganar eleitor evangélico

Campanha do ex-presidente Lula investe em material com promessas que confundem os cristãos sobre as intenções do candidato

Panfleto do PT tenta enganar eleitor evangélico

Na corrida eleitoral os discursos buscam alcançar todos os públicos para convencê-los sobre a melhor opção para ocupar o cargo máximo no País nos próximos anos. Contudo, nesse processo de promoção de promessas, figuram muitas incoerências e informações “para inglês ver” ou, em uma versão adaptada à realidade atual, “para o evangélico ver”.

A tentativa da esquerda de se aproximar dos eleitores evangélicos não é nova e, inclusive, foi amplamente divulgado no início do ano que o Partido dos Trabalhadores (PT) passou a contar com orientações de um suposto pastor evangélico, que ficou conhecido como o “pastor do PT”. Em entrevista a um portal de notícias, o religioso anunciou que sua missão é mudar a cabeça dos evangélicos que em 2018 teriam votado em Jair Bolsonaro. Para isso, ele afirmou, na época, que contava com o apoio da esquerda para evitar temas considerados sensíveis e que poderiam espantar o eleitorado. É questionável a atitude de uma pessoa que supostamente prega a Palavra de Deus e sugere que se engane ou se omitam informações das pessoas. Ao que tudo indica, o conselho foi ouvido, pelo menos em parte.

Na reta final para as eleições, a campanha de Lula começou a distribuir panfletos com conteúdo construído para convencer os evangélicos de que um possível governo petista seria benéfico para o grupo. A princípio, 1 milhão de folhetos foram impressos. Com o título “É tempo de esperança, o Brasil tem jeito”, o material apresenta 11 propostas que apontam para assuntos considerados importantes pelos evangélicos. Em uma leitura desatenta, o conteúdo pode até envolver os eleitores e por isso é preciso colocar luz sobre os temas abordados e mostrar a realidade que tentam esconder deles. Entre eles estão projetos que já foram colocados em prática em países governados pela esquerda, como Cuba, Venezuela, Argentina, Nicarágua, Colômbia e Chile, e os levaram ao verdadeiro caos.

Defesa da família: de acordo com o documento, a “preocupação com os valores e com a família é central para Lula e Alckmin”. A frase é seguida por exemplos, como o respeito aos mais velhos e os direitos de brincar e de ter uma moradia. Contudo, contrariando o folheto, o ex-presidente afirmou recentemente em um evento que “a pauta da família, pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada”. Em outra ocasião afirmou que o aborto é “questão de saúde pública”. Além disso, outras bandeiras defendidas pela ideologia são o fim da monogamia e do casamento convencional e a defesa da união de várias pessoas, o chamado poliamor.

Aposentadoria digna: a proposta do candidato petista é desfazer a reforma que foi feita pelo governo atual e propor a reconstrução do sistema previdenciário. Seguindo a linha esquerdista, é provável que as regras sejam afrouxadas e os cálculos facilitados para o acesso do povo, pelo menos à primeira vista, já que o dinheiro público vem da própria população, mas a estratégia adotada pela legenda já é conhecida: dar ao povo com uma mão e tirar com a outra.

Defesa da liberdade: a princípio, a chapa Lula-Alckmin estaria lutando pela democracia e pela liberdade religiosa, mas não foi citado no folheto a intenção amplamente divulgada do candidato à Presidência de regulamentar a imprensa e as mídias, inclusive a internet, uma pretensão autoritária para supostamente evitar mentiras. Essa atitude é muito semelhante aos primeiros passos da censura vista em países com governos parceiros. Afinal, limitando a imprensa, como mostrar a realidade do País? O segundo passo normalmente é restringir a liberdade religiosa, como tem acontecido na Nicarágua, cujo governo é ligado ao petista.

Valorização da mulher: usando o versículo de Gálatas que coloca homens e mulheres como iguais diante do Senhor Jesus, o folheto realmente reconhece o papel da mulher na sociedade e aponta para propostas como igualdade salarial e o combate à violência doméstica. Mas vale chamar a atenção para três “gafes” recentes cometidas pelo ex-presidente em relação ao público feminino: em abril, ele elogiou a atitude de um senador que atacou e agrediu verbalmente uma médica em depoimento na CPI da pandemia; recentemente afirmou “quer bater em mulher, vá bater em outro lugar, não dentro da sua casa ou no Brasil”; e, em outra oportunidade, disse que trabalho doméstico é “serviço de mulher”, todas falas muito estranhas. Entretanto sabemos que a boca fala do que está cheio o coração.

Defesa da paz: distorcendo completamente um texto bíblico, o documento cita as armas espirituais mencionadas na Bíblia para combater o acesso às armas de fogo pela população. Ele argumenta que é esse armamento que causa o aumento da violência, mas não menciona que em 2015 e 2016 o Brasil chegou a ser o nono país em número de homicídios, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além disso, o ex-presidente já deu a entender algumas vezes que considera justificável o roubo de celulares, por exemplo, por falta de condições e a ausência de punição por “furto por necessidade” foi defendida pela esquerda na Câmara.

Trabalho digno, fim da fome e mais renda para as famílias:
o material de divulgação chama a atenção para os “preços altíssimos” atuais, mas é preciso lembrar que a bancada de esquerda da Câmara foi contra a redução de impostos nos combustíveis neste ano. Aliás, entre 2003 e 2011, nos dois primeiros mandatos do PT, foram registrados os maiores índices de impostos pagos pela população. Em 2015, último ano do governo petista, o Brasil fechou com inflação e desemprego acima dos dois dígitos, enquanto o trabalhador teve uma queda de 5% em sua renda. O Brasil passou por uma profunda recessão entre 2015 e 2016, ou seja, o final do governo petista foi pior do que uma pandemia e uma guerra juntos. Por que agora seria diferente?

Mais saúde: as promessas para um possível governo petista vêm acompanhadas de uma breve lembrança do passado: “nos governos Lula, a saúde foi tratada como uma política pública central, como um direito de todos os brasileiros e brasileiras e como um investimento estratégico para o Brasil”. Só se esqueceram de mencionar que essa foi uma das áreas que mais sofreram com o desvio bilionário de verbas, o que impactou na qualidade do atendimento e levou à negligência da saúde da população enquanto a corrupção corria solta.

Educação de qualidade: se em suas promessas aborda-se o investimento no processo de aprendizado, da creche à pós-graduação, vale lembrar que o PT ficou à frente do governo por 14 anos e o resultado apontado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostra o Brasil entre as últimas nações quando o assunto é educação. Some-se a isso a preocupação com o tipo de conteúdo que tem sido ensinado a esse grupo em formação, já que a esquerda defende a implementação da ideologia de gênero nas escolas, assim como tem dado o apoio à instalação de banheiros unissex e à adoação da linguagem neutra. É esse tipo de educação que queremos ver no Brasil?

Criação de Deus: nesse tópico, o folheto petista trata da importância da pauta ambiental, do combate ao desmatamento e do uso sustentável da biodiversidade do País. O candidato petista à Presidência também tem falado que seu governo foi o que mais preservou a Amazônia, afirmação que não condiz com a realidade. Enquanto no governo atual houve registro de desmatamento anual médio de 11,4 mil km², o petista ficou na casa de 15,6 mil km², com destaque para o ano de 2004, quando a destruição florestal superou os 27 mil km².

Quais valores você defende?

Não há espaço suficiente para indicar todos os impactos negativos causados pelos governos petistas ao Brasil. A estratégia atual, contudo, é contar com o esquecimento do povo e focar nas coisas que pareciam boas no passado, mas que se mostraram um desastre. As evidências são claras. Não se deixe iludir por promessas que servirão apenas para permitir que o passado se repita.


Panfleto do PT tenta enganar eleitor evangélico
  • Redação / Fotos: Reprodução 


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