Os problemas te afastam ou te aproximam de Deus?

Érica de Araújo virou as costas para o Altar por não receber a resposta que tanto desejava, mas longe de Deus suas escolhas a levaram para a prisão

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Os problemas e a ansiedade foram as brechas usadas pelo mal para tirar Érica Marques de Araújo, 41 anos, estilista, dos caminhos da fé. Apesar de frequentar a Universal, ela não havia tido um verdadeiro encontro com Deus. Assim, em meio às dificuldades veio o esfriamento e consequentemente o afastamento total do Criador.

“Nesse período, me joguei de cabeça para viver tudo o que não tinha experimentado. Passei a beber e a andar com más amizades, que me levaram às drogas e às festas, e acabei me afundando cada vez mais”, relembra.

Iludida pelas conquistas

Com o foco em conquistar bens materiais, Érica colocou toda a sua força no trabalho e até começou a ver os frutos do seu sacrifício: “Comprei meu carro e passei a ter a condição financeira que eu sempre desejei. Mas, ao mesmo tempo, eu me afundava nas bebidas e nas drogas, sem conseguir enxergar isso. Cheguei ao ponto de dizer que não precisava da igreja nem de Deus para estar bem. Porém, no meu interior, faltava alguma coisa”, admite.

Quanto mais ela se via longe da fé, mais sua alma se escurecia, o que se refletia claramente em seu comportamento. “Eu já não conseguia mais dormir naturalmente e vivia com os nervos à flor da pele. Era uma perturbação dentro de mim, uma angústia e uma tristeza que nada do que eu tinha conseguia satisfazer.”

Roubando por prazer

A atenção que Érica recebia em um relacionamento amoroso na época também parecia insuficiente. Assim, movida pelo desejo constante de querer mais, ela buscou no ocultismo uma forma de melhorar essa área da vida. “Como eu perdi completamente a visão espiritual, passei a fazer coisas que nunca tinha feito e recorri aos espíritos para obter respostas. Mas não deu certo, e o relacionamento acabou rapidamente.”

O envolvimento com entidades a levou ainda mais fundo. Mesmo tendo uma boa condição financeira, a estilista desenvolveu cleptomania, distúrbio que leva a pessoa a cometer pequenos furtos sem necessidade, apenas por prazer. “Isso me dava uma sensação muito grande de prazer. Mas logo passava, e eu queria repetir. Eu me acostumei a correr esse risco, até que fui presa.”

O poço era ainda mais fundo

A passagem pela penitenciária deixou marcas que Érica jamais imaginou ter um dia. “Foi um período humilhante, no qual Deus falava claramente comigo, que não era para eu estar ali, mas minhas escolhas me levaram até aquele ponto.” Depois de cumprir sua obrigação diante da Justiça, todos esperavam que ela voltasse para a fé. Mas foi exatamente o oposto que aconteceu.

Na tentativa de apagar o passado, Érica começou a investir na estética. “Fiz cirurgias plásticas para mudar o meu corpo. Eu tinha vergonha de tudo isso, mas ainda não havia caído na realidade. Enquanto investia no exterior, eu era depressiva e alcoólatra”, relata.

A redenção

Cada passo dado para longe de Deus, a levou a não querer mais viver, pois se considerava suja e acreditava que não havia mais solução para a sua vida.

Foi nessa condição que ela retornou à Universal. “Quando eu coloquei os pés na Igreja lembrei-me do versículo do filho pródigo: ‘Pai, pequei contra o céu e perante ti’ [Lucas 15:18]. Eu vi como se Deus estivesse me dando uma nova oportunidade.”

O momento foi marcado pela decisão de abandonar o erro e abraçar a fé. “Eu me desvinculei de tudo o que me afastava de Deus. Doeu na minha carne, mas eu queria a paz do Espírito Santo. Então, a minha entrega foi rápida. Passei pelo batismo nas águas, comecei a frequentar mais as reuniões e meu foco passou a ser a vida espiritual. Deus foi misericordioso, me perdoou, me limpou e me deu uma nova história”, ressalta.

Livre dos vícios, dos problemas emocionais e das doenças físicas e mentais, Érica afirma que, ao receber o Espírito de Deus, teve ainda mais forças para negar a si mesma. “Ainda enfrento problemas, mas, hoje, eles me aproximam de Deus. O Espírito Santo me reconstruiu; Ele é meu Pai e é quem me guia”, conclui.

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Colaborador

Cinthia Cardoso / Foto: Cedida