Rede aleluia
Número de mortes por dengue explode no Brasil
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
GaranhunsRecife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta RedondaCabo Frio
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCaraguatatubaCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
Baln. CamboriúBlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 22 de Janeiro de 2023 - 00:05


Número de mortes por dengue explode no Brasil

Veja como prevenir e combater uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Número de mortes por dengue explode no Brasil

O número de mortes causadas pela dengue aumentou 162,5% no Brasil em 2022, na comparação com 2021, de acordo com o Ministério da Saúde. Foram 1.016 óbitos pela doença (outros 109 ainda estão em investigação) e mais de 1,4 milhão de casos registrados. O total de mortes é o maior nos últimos seis anos e só foi superado em 2015, quando 986 pessoas morreram em decorrência da dengue no País.

Para Dania Abdel Rahman, infectologista e coordenadora do setor de Infectologia Clínica e Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Albert Sabin (HAS), em São Paulo, o aumento de casos está ligado a questões climáticas e ao saneamento básico. “Temos grandes períodos de chuva no Brasil, em dezembro, janeiro, fevereiro e março, e as condições precárias de saneamento em algumas regiões e o mau hábito que as pessoas têm de não esvaziarem os recipientes de água facilitam a multiplicação do Aedes aegypti em água parada”.

Ela explica que é a fêmea do mosquito que dissemina a doença. “Os sintomas, às vezes inespecíficos, são muito parecidos com os de doenças virais: a mialgia, que é dor muscular, cefaleia retro-orbitária, febre e, a depender da fase, a partir do quarto ou quinto dia de sintoma, as pessoas podem apresentar erupções cutâneas muito pruriginosas nas palmas das mãos. É um sintoma bem comum de quem pega a dengue”, esclarece.

Dania alerta para o cuidado que a pessoa deve ter ao notar os sintomas: “em caso de suspeita da dengue hemorrágica ou da síndrome do choque tóxico, o paciente deve ser hospitalizado e hidratado muito vigorosamente. Deve-se evitar o uso de anti-inflamatórios e o ácido acetilsalicílico, que muitas vezes é usado para dor, também é contraindicado, pois diminui a capacidade das plaquetas de promoverem a coagulação do sangue, o que é muito grave na doença que já é hemorrágica e piora muito o quadro”.

De acordo com a infectologista, a melhor maneira de se prevenir da dengue é não permitir a proliferação do mosquito. “Não existe um tratamento específico que mate o vírus. Podemos administrar antialérgicos para as pessoas que costumam ter o rush cutâneo com muita coceira, hidratação e remédio para dor. Este basicamente é o tratamento. O próprio organismo combate a infecção e, com o passar dos dias, o vírus vai diminuindo sua capacidade de replicação. É uma infecção autolimitada, como nós chamamos, e ela se resolve sozinha”, conclui.


Número de mortes por dengue explode no Brasil
  • Eduardo Prestes / Arte: Eder Santos 


reportar erro