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Notícias | 17 de maio de 2020 - 00:05


Não fale, seja!

Entenda por que falar não tem nada a ver com ser. A sociedade está carente de pessoas posicionadas, honestas e que se comportem de forma coerente com os valores que pregam

Não fale, seja!

“Quero um governante ético, honesto”, “exijo um parceiro fiel por toda a vida”, “não entendo por que não sou promovida no meu trabalho”, “vou à igreja, mas Deus não me abençoa”. Muitas pessoas querem que o outro tenha um posicionamento correto, porém elas agem de forma corrupta em suas vidas. “Dizemos que a cidade está imunda, que não pode chover que a cidade alaga, mas quem é que joga o lixo na rua? As pessoas exigem do outro o que elas mesmas não dão”, observa a psiquiatra Roberta França.

É aquela famosa frase “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” sendo colocada em prática. “O problema é que agir dessa forma acaba gerando muita instabilidade e falta de confiabilidade. A sociedade está frágil, já não acreditamos mais nos discursos porque estamos cansados de ver comportamentos imorais. É muito comum alguém que não suporta o roubo no alto escalão aceitar um troco a mais ou furar a fila”, acrescenta a pedagoga e analista comportamental Mariza Baumbach.

Agir ao contrário do que se exige do próximo revela traços de hipocrisia. “A palavra hipocrisia tem origem no latim e no grego e, em ambas, o significado fala em representação como a que um ator faz, um fingimento. Neste sentido, podemos concluir que é considerada hipócrita a pessoa que julga o outro por um comportamento, ação ou opinião quando estas são similares às suas. O hipócrita finge que possui valores que não tem”, observa Mariza.

Você respeita o próximo?
Um exemplo claro de atitude hipócrita no dia a dia é aquela em que o cônjuge cobra respeito e fidelidade do parceiro, mas não age da mesma maneira. O autônomo Luciano Bernardo da Silva Junior, (foto abaixo) de 30 anos, revela que agia assim. Ele só percebeu que precisava mudar quando sua esposa deu um ultimado a ele. “Eu era um marido muito agressivo e impaciente. Eu exigia comportamentos da minha esposa que eu mesmo não tinha. Eu queria fidelidade e era totalmente infiel, fosse em pensamento, na internet, etc. Eu não olhava para mim, apenas para ela. Quando ela disse que não aguentava mais aquela situação e que se eu não mudasse nosso casamento acabaria, comecei a refletir”, conta.

Em busca da mudança, Luciano começou a ir à igreja com a esposa. “Foi muito difícil recuperar a confiança dela. Tive que pagar o preço das minhas atitudes e reconquistá-la por meio da transformação verdadeira. Isso só aconteceu quando olhei para o meu interior, aprendi a usar a Fé inteligente e reconheci que era hipócrita no meu casamento”, diz.

Segundo a psicóloga Juliane Cordeiro, na vida amorosa, além da traição, há muitos casos de homens e mulheres que quando estão longe de seus parceiros acham graça em desrespeitálos, seja em grupos de Whatsapp seja compartilhando fotos de homens e mulheres, seja por meio de conversas. “Isso representa, além de hipocrisia, insegurança e desvio de caráter. A verdade é que essas ações uma hora vêm à tona e a pessoa sofre as consequências. Então, é preciso olhar para si mesmo e buscar melhorar.”

Ausência de prosperidade
Outro comportamento nocivo está ligado à vida profissional. Muitos funcionários reclamam muito, exigem demais e quase não são produtivos. A micropigmentadora Neiane Santana, (foto abaixo) de 23 anos, conta que por anos manteve pensamentos hipócritas que a prejudicaram.

“‘Detesto trabalhar no fim de semana’; ‘ganho muito pouco’; ‘meu chefe é muito chato’. Lembro que essas frases passavam todos os dias na minha cabeça. Já cheguei a falar mal da empresa para clientes. Nunca estava satisfeita com o salário e o horário de trabalho. Eu queria trabalhar pouco e ganhar muito, mas, na verdade, eu não procurava ser melhor nem me desenvolver.”

No último emprego, em 2017, Neiane não entendia por que pedia para ser promovida e não conseguia. “Eu exigia ter um cargo melhor, sair da posição de auxiliar. Queria crescer profissionalmente, mas não demonstrava interesse e tinha uma postura errada. Eu trabalhava com preguiça, ficava de mau humor, era desinteressada e achava tudo cansativo”, detalha.

Além disso, Neiane passou a se reunir com outros colegas para criticar a empresa. “Lembro que uma vez um cliente nos ouviu reclamando da nossa chefe e nos delatou. Ela me chamou para uma conversa e estava muito decepcionada. Não demorou muito para que eu saísse da empresa”, lembra.

Desempregada, ela passou a participar de novos processos seletivos e foi aí que começou a colher os frutos de suas atitudes. “Os recrutadores me pediam uma carta de referência de outras empresas e eu não conseguia nenhuma. Então, comecei a pensar que talvez o problema não estivesse nas empresas, mas em mim e no meu comportamento”, diz.

Quando Neiane reconheceu que estava exigindo dos outros aquilo que não dava, buscou ajuda. “Eu estava muito triste e pedi perdão a Deus. Uma oração sincera mudou a minha vida. Busquei conhecê-Lo mais e entender o que tinha que fazer para mudar. Foi quando descobri que agia daquela forma desde a infância. Cada vez que estreitava mais meu relacionamento com o Altíssimo, mais eu percebia minha transformação interior. Hoje sou uma nova mulher. Sou dedicada no meu trabalho e procuro, antes de qualquer coisa, ser o melhor exemplo porque sei que é o que Deus espera de mim”, conclui.

Seu filho é seu reflexo
Todos os especialistas ouvidos nesta reportagem foram unânimes em dizer que nada tem mais impacto na criação dos filhos do que o comportamento dos pais. A corretora de imóveis Sheila Alecrim Moreira (foto abaixo), de 41 anos, não reconhecia isso.

“Queria que meus filhos fossem pacientes, que se interessassem pela fé e que me obedecessem, mas eu só agia pacientemente na frente dos outros. Quando estávamos juntos, eu era extremamente nervosa, sem paciência. Cobrava deles algo em que eu não era um modelo”, afirma.

A relação piorou quando ela precisou trabalhar. “Quando perdemos tudo financeiramente, eu tive que trabalhar e me distanciei mais deles. Ficava a maior parte do tempo fora de casa e, quando chegava, não lhes dava atenção. Deixei de ajudá-los com os deveres da escola e só fazia cobranças. Por causa do meu comportamento, meus filhos foram se afastando ainda mais. Eles ficaram tristes e passaram a ter medo de me contar algo”, relata.

Quando Sheila percebeu o silêncio dos filhos, entendeu que precisava fazer alguma coisa. “Tive uma conversa franca com eles e entendi que não adiantava cobrar algo que nem eu fazia. Não adiantava pedir para que eles conversassem comigo se eu nunca estava disponível. Não podia pedir que eles tivessem interesse pela fé se eu não ia à igreja. Então decidi focar em mim e busquei mudar todos os meus comportamentos”, cita.

Não demorou muito para que os filhos, Victória, de 18 anos, e Makairo Victor, de 13 anos, notassem a diferença nela. “Quando decidi buscar a Deus de verdade, comecei a mudar meu comportamento. Meus filhos começaram a se aproximar de mim, a confiar em me contar as coisas e até a querer ficar grudados em mim. Além disso, ficaram mais responsáveis, carinhosos e dedicados às coisas de Deus.

Realmente nós, pais, precisamos nos conscientizar de que nossos exemplos valem mais do que nossos conselhos”, finaliza.

Deus não me abençoa
No campo espiritual também é possível ver exemplos de atitudes hipócritas. Um dos mais comuns é cobrar de Deus bênção e respostas e, no dia a dia, não agir como filhos dEle. “São aquelas pessoas que estão na igreja, mas nunca se entregaram ao seu Amado, Nosso Senhor Jesus. Até carregam o título de crentes, mas vivem uma vida longe da obediência à Palavra de Deus. Mentem, não perdoam, são falsas, hipócritas, têm maus olhos, julgam os demais’, explica o Bispo Edir Macedo.

A auxiliar financeiro Karoline Rodrigues de Lima Medeiros, (foto abaixo) de 26 anos, revela que era assim. “Eu achava que era de Deus porque agia e falava igual às outras pessoas da Universal. Mas, na verdade, minha fé era religiosa. Eu não tinha um relacionamento com Deus. Me revoltava porque pedia o Espírito Santo e nunca O recebia. Não entendia a razão. Afinal, eu agia igual aos que O tinham”, detalha.

Depois de um tempo, Karoline se convenceu de ter recebido o Espírito Santo e até chegou a ser levantada obreira, mas sua vida não mudava. “Me envolvia em muitos relacionamentos e nenhum dava certo. A verdade é que eu não tinha o Espírito Santo porque guardava mágoas, tinha medo de ficar sozinha e era emocionalmente dependente das pessoas. E seguia cobrando Deus porque nada que eu pedia acontecia”, relata.

Após um culto, ela caiu em si: “me dei conta de que mentia para mim mesma e para a igreja. Estava mais preocupada com as aparências do que com a minha vida com Deus. Imediatamente entreguei o uniforme e fui buscar ajuda para mudar. O primeiro passo foi pedir perdão e me perdoar. Depois, parei de me preocupar em imitar os outros e busquei agradar a Deus. Quando houve sinceridade da minha parte, Ele me transformou e minhas orações começaram a ser atendidas. Mas o que são as bênçãos materiais perto da Eternidade?”, indaga Karoline, que hoje é obreira na Universal novamente.

Seja!
Muitas situações mostram a falta de congruência entre palavras e atitudes. “O hipócrita se caracteriza pela meticulosidade. São mestres em picuinhas, fiéis a coisas mínimas, mas negligentes nas importantes. Fazem questão de mostrar exteriormente o que não são interiormente”, descreve o Bispo Macedo.

A harmonia e a felicidade só existem quando se é coerente. Dói assumir que se é hipócrita? Mentiroso? Desonesto? Sim, dói! Mas antes assumir e mudar do que viver para sempre uma vida de enganos e fadada ao fracasso físico, emocional e, principalmente, espiritual!
Deus deixou Seus Mandamentos para quem quiser se aproximar dEle. Só que Ele também deu o livre-arbítrio ao ser humano. Em Provérbios 19.3 está escrito: “O homem tolo estraga sua própria vida e depois, revoltado, joga a culpa sobre o Senhor”.

Você é o único responsável por suas decisões. A semeadura e colheita dependem das suas atitudes. Enfrentar a verdade, liberta. E, enquanto houver vida, não é tarde para fazer isso.


Não fale, seja!
  • Ana Carolina Cury / Foto: Getty Images, cedidas, Nicoly Stefane, Natália Lima / Arte: Edi Edson 


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