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Notícias | 26 de junho de 2020 - 15:36


Na linha de frente contra a COVID-19, profissionais da saúde sofrem emocionalmente

Voluntários oferecem atendimento online para amparar classe médica

Na linha de frente contra a COVID-19, profissionais da saúde sofrem emocionalmente

Um estudo publicado pelo Journal of American Medical Association (JAMA) afirma que a pandemia da COVID-19 afeta diretamente o emocional de profissionais da saúde, principalmente, aqueles que estão na linha de frente no combate à doença. Para ajudar a classe médica brasileira, o Grupo da Saúde (GSU) – mantido pela Igreja Universal do Reino de Deus – intensificou a assistência social, emocional e psicológica aos profissionais em todo o país.

O programa social oferece o projeto “Cuidando de Quem Cuida”, em que médicos ministram, gratuitamente, palestras científicas, motivacionais e socioemocionais em hospitais, a fim de valorizar os profissionais da saúde. Atualmente, devido ao isolamento social, as palestras são realizadas, mensalmente, pelas redes sociais do Grupo da Saúde, além de lives semanais para promover o bem-estar.

Os voluntários do grupo – em grande parte, também profissionais da área – disponibilizam-se nesse período de pandemia para ajudar os afetados, sejam profissionais que testaram positivo, ou quem sofreu com o falecimento de um familiar pela COVID-19.

Ainda que à distância, com os atendimentos online, os voluntários buscam ouvir os relatos de quem sofre, oferecer uma palavra de ânimo, manter um acompanhamento e se necessário em alguns casos, contribuir com uma ajuda física.

No estudo da JAMA com médicos e enfermeiros, 50,4% relatam sintomas de depressão, 44,6% de ansiedade, 34% de insônia e 71% de angústia.

“Não podemos esquecer que, por trás do profissional, existe uma família, uma vida social e, principalmente, um ser humano. Não podemos visitar ao contaminado, mas fazemos videochamadas visando ajudar não só o profissional da saúde, como os familiares também”, explica Eduardo Ribeiro, responsável geral pelo programa social.

 Apoio no momento certo

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 12% dos infectados confirmados pela COVID-19 no Brasil são profissionais da saúde.

A psicóloga Simone Mendes, que trabalha em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), é parte desse número. Ela estava fazendo apenas alguns atendimentos de urgência e não tinha muito contato com os pacientes, mas isso não impediu que ela contraísse o coronavírus.

Hoje, já recuperada, ela agradece o apoio recebido pelo GSU no período em que esteve doente. “Sempre estavam ali com uma palavra positiva, colocando-se à disposição. Na minha visão, isso faz muita diferença.”

No mês de maio, com a ação “Homenagem aos Profissionais da Saúde”, 11.678 pessoas foram beneficiadas com as doações de EPI’s (equipamentos de proteção individual), livros e a realização de cafés da manhã em hospitais.


Na linha de frente contra a COVID-19, profissionais da saúde sofrem emocionalmente
  • UNIcom / Imagens: Cedidas 


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