Mulher: a força e a influência capazes de transformar um lar

Mais do que discursos modernos, a sensibilidade, a influência e o papel que Deus concede à mulher continuam sendo o alicerce de lares equilibrados, restaurados e cheios de vida. É essa essência divina que a torna verdadeiramente forte

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Hoje, 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher. A data é dedicada à valorização e ao fortalecimento da figura feminina, mas você, mulher, já parou para refletir qual é o tipo de força realmente capaz de mudar as situações dentro da família e restaurar o lar?

Dia Internacional da Mulher

A data simboliza a luta das mulheres contra o preconceito, a violência, o feminicídio e a discriminação e foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Desde então, o dia 8 de março passou a ser reconhecido como um dia para reforçar direitos e promover a valorização da mulher.

Vivemos em uma sociedade que repete constantemente o conceito de “força feminina”. O termo da vez é empoderamento. A cultura contemporânea estabelece que o caminho é ser forte e independente, colocar-se sempre em primeiro lugar, impor a própria vontade e assegurar um espaço próprio.

É legítimo (e imprescindível) reconhecer os direitos, a dignidade e o valor da mulher. No entanto, vale questionar se a forma como essa força tem sido apresentada é, de fato, a mais transformadora. Especialmente quando se considera que, apesar de tantos discursos sobre autonomia, nunca se viu tantos lares fragilizados, tantos relacionamentos rompidos e tantas mulheres emocionalmente sobrecarregadas e psicologicamente exaustas como nos dias de hoje.

Uma força exclusiva

Isso acontece porque muitas mulheres têm deixado de lado uma força silenciosa, às vezes discreta ou quase imperceptível aos olhos humanos, mas extraordinariamente poderosa: a força espiritual e emocional que lhe foi designada pelo próprio Deus.

Deus concedeu à mulher uma capacidade singular de influência. Uma força que ultrapassa o conceito de independência, que edifica, direciona, sustenta e transforma. Esse é o verdadeiro empoderamento: não o que ecoa nos discursos modernos, mas o que nasceu do propósito divino.

Esse papel é evidente desde a primeira mulher criada por Deus: Eva. Quando o diabo desejou atingir o homem, recorreu exatamente à influência feminina para conduzi-lo à desobediência. Milhares de anos se passaram e o tipo de ataque é o mesmo: atingir quem influencia é uma estratégia eficaz para fragilizar todo o lar, uma geração inteira e toda uma história.

Os atributos da mulher que Deus criou

A passagem bíblica de Provérbios 31 apresenta o retrato da mulher cuja essência reflete o propósito para o qual Deus a criou. Seu caráter, suas atitudes e sua fé a tornam admirável e forte. Ela é o fundamento de um lar estável e equilibrado.

Quais são as suas características?

Ela é digna de confiança, batalhadora, proativa, disciplinada, atenta às oportunidades, forte, habilidosa, cuidadosa, ajudadora, digna de honra, feminina, temente a Deus, promove o bem e, por onde passa, faz a diferença.

O poder da influência

Essa influência pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. As Escrituras Sagradas afirmam: “Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14:1). Esse texto não faz apenas um alerta, mas revela o o impacto da mulher dentro do lar: sua presença, suas escolhas e sua postura têm poder de erguer ou fragilizar aquilo que Deus confiou em suas mãos.

O estado emocional da mulher pode alterar diretamente o ambiente da casa. Mesmo quando o marido, os filhos ou circunstâncias externas trazem tensão e desgaste, a mulher equilibrada, serena e espiritualmente fortalecida é capaz de conduzir o lar com sabedoria, impedindo que o clima se torne pesado. Sua postura funciona como um eixo silencioso, mas firme, que sustenta e dá equilíbrio.

Por outro lado, mesmo que tudo ao redor pareça tranquilo, se ela estiver emocionalmente abalada, a casa também será afetada. Isso não a torna responsável por todos os problemas, mas evidencia o quanto sua influência é real e decisiva. Sua força não é vista só em suas ações, mas na atmosfera que ela é capaz de gerar, a ponto de ganhar o marido e transformar o lar até mesmo sem palavras, apenas pelo seu comportamento, conforme está descrito em 1 Pedro 3:1-2. Para cumprir o propósito de Deus e se tornar a mulher que Ele idealizou, é necessário que ela use a sabedoria para edificar e essa edificação começa nela mesma.

A mulher que constrói versus a mulher que destrói

  • A sábia controla suas emoções; a insensata é dominada por elas.

  • A sábia é firme sem perder a doçura; a insensata confunde firmeza com dureza.

  • A sábia discerne quando falar e quando se calar; a insensata fala sem medir as consequências.

Cumprindo o seu papel genuíno

Muitas vezes rotulada de “sexo frágil” ou subestimada ao longo da história, a mulher corre o risco de cair na armadilha de provar que é igual ao homem. Deus, porém, não a criou para ser igual. Ele a formou diferente e é justamente nessa diferença, marcada por uma sensibilidade singular e uma profundidade emocional única, que reside a força que somente ela pode exercer.

Como falou recentemente o Bispo Renato Cardoso em uma reunião no Templo de Salomão, a força feminina, atualmente, é frequentemente confundida com dureza, agressividade ou intimidação. O verdadeiro papel da mulher, porém, está descrito em Provérbios 31, que é um modelo distante da figura passiva da Amélia, da canção popular. Trata-se de uma mulher ativa, diligente, segura e de alguém em quem o marido e a família confiam plenamente. “A mulher verdadeiramente forte entende que aquilo que não é transformado apenas por sua inteligência, mudança ou sabedoria, ela leva para Deus. Dessa forma, além de cuidar da família, ela também leva o seu lar para o Senhor”, disse o Bispo.

A sensibilidade feminina é um dom divino. Quando direcionada corretamente, ela permite que a mulher perceba sutilezas, identifique que algo não está bem e seja intercessora da sua casa: aquela que ora pelos seus entes queridos, apresenta-os a Deus e rompe ciclos espirituais malignos que tentam se perpetuar.

Por isso, mulher, mais do que celebrar uma data comemorativa ou uma pauta social, você carrega algo precioso: uma força que não apenas constrói, mas transforma. Uma força que começa dentro de você e que se estende a todo o seu lar.

Como age a mulher que transforma o lar

Essa mulher entende que sua postura diária influencia o clima da casa, o casamento e a formação dos filhos:

No casamento
• Ambiente emocional: promove respeito, apoio e estabilidade, evitando conflitos desnecessários.
• Comunicação: cuida do tom de voz e das palavras, escolhendo o diálogo, em vez de fazer ataques.
• Influência espiritual: ora pela família, incentiva a fé e mantém um posicionamento firme quanto aos seus princípios.

Nos filhos
• Formação do caráter: ensina valores por meio do exemplo e da correção equilibrada.
• Segurança emocional: oferece amor, escuta e firmeza na medida certa.
• Referência de fé e disciplina: torna-se
modelo prático de coerência, responsabilidade e amor.

No andamento da casa
• Ordem e rotina: organiza o ambiente para gerar paz e segurança.
• Clima do lar: entende que suas atitudes podem transformar a casa em um refúgio ou em um campo de batalha e, então, escolhe promover a paz.

O papel dela foi decisivo na família

Vim de uma família desestruturada. Casei aos 15 anos, já grávida, e o casamento aconteceu apenas por causa da chegada do meu primeiro filho. Então, meu marido nunca esteve feliz no relacionamento. Ele não me amava nem cuidava de mim.

Enfrentávamos muitos problemas: discussões constantes, vícios em cigarro e álcool, traições e, além disso, o vício do meu marido em pornografia. Eu me sentia completamente sozinha. Era casada, mas, na prática, era como se não tivesse ninguém ao meu lado. Tive depressão porque parecia impossível construir a família com que sempre sonhei.

Depois de dois anos de casamento, na tentativa de resolver os problemas, busquei no espiritismo uma saída para mudar o meu lar. Os conflitos, porém, só pioraram. As brigas se tornaram mais frequentes e as palavras, cada vez mais duras. Vendo a nossa situação, minha irmã, Valdirene, que já frequentava a Igreja Universal, nos convidou para irmos com ela a uma reunião. Aceitamos e fomos. Meu marido não quis mais ir, pois tinha preconceito contra o Bispo Edir Macedo. Mesmo assim, continuei indo à Igreja, pois precisava de ajuda e percebi que lá encontraria a direção que buscava.

O reconhecimento do problema

Passei a entender mais sobre a fé inteligente e comecei a fazer os propósitos com Deus, mas logo percebi que a maior luta não era com a minha família, mas comigo mesma. Fiquei um ano na Igreja ainda lutando contra o meu próprio eu. Sempre queria impor as minhas vontades. Tudo tinha que ser do meu jeito e conforme as minhas decisões. Eu era muito mandona, orgulhosa e autoritária. Eu achava que meu marido e meus filhos é que precisavam mudar. Na minha cabeça, eles tinham problemas, então eles é que deviam mudar.

Mas, depois de um ano nesse ciclo, entendi que não adiantava tentar mudar a situação com a força do meu braço. Compreendi que o verdadeiro problema estava em mim. Com o meu comportamento, eu só agravava as situações e até afastava meus filhos de mim, com agressividade e impaciência.

Quando passei a permitir que Deus me moldasse para ser a mulher que Ele queria que eu fosse, a transformação também passou a alcançar o meu lar. Tornei-me mais tranquila e aprendi a respeitá-los. E, naquilo que eu não conseguia mudar, lutava por meio de orações e propósitos com Deus.

Meu marido e meus filhos ainda eram as mesmas pessoas, com os mesmos comportamentos. Meu marido ainda era agressivo, indiferente, envolvido com traições e vícios. Meus filhos eram muito arredios, nervosos e tinham dificuldades na escola. Mas essas situações já não me afetavam mais, pois eu agia com fé e sabedoria.

Meu marido, ao perceber a minha mudança, sendo sábia e carinhosa no falar e no agir, também foi despertado a conhecer a Deus. E, cerca de um mês depois da minha mudança, ele decidiu ir à Igreja comigo. Lembro-me de um dia em que nos sentamos para falar da Palavra de Deus e eu não falei de forma autoritária, mas com amor e paciência. A partir desse momento, ele também passou a buscar a própria mudança em Deus. E essa transformação não parou nele. Isso chamou a atenção dos nossos filhos, que também decidiram entregar suas vidas ao
Senhor Jesus.

Hoje, tenho marido, filhos, nora, genro e neto na presença de Deus, ao lado da minha irmã, que me apresentou a fé, e sua família, que também busca a Deus. Temos um lar em que a tranquilidade reina. Não há mais brigas, vícios, palavras grosseiras nem distanciamento. É um privilégio e uma felicidade ter nosso lar unido e restaurado pelo Senhor Jesus. Eu continuo orando e buscando pela minha casa, para que todos se mantenham firmes na fé.

Leve sua família aos pés do Senhor Jesus

Se você quer se tornar a mulher sábia descrita em Provérbios 31 e exercer o seu papel de intercessora para restaurar sua família, dê o primeiro passo no dia 3 de abril, Sexta-Feira da Paixão, e vá ao evento Família ao Pé da Cruz. Ele acontecerá em São Paulo (na Arena Pacaembu e na Neo Química Arena), em Porto Alegre/RS (na Arena do Grêmio) e em outros locais do País.

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Colaborador

Camila Dantas / Fotos: FG Trade/getty images, AaronAmat/getty images e Guilherme Branco / Arte sobre fotos: getty images