Ministério da Justiça eleva classificação de desenhos bíblicos da Record para 12 anos

Decisão gera questionamentos sobre os critérios adotados e reacende discussão sobre a liberdade religiosa e o direito dos pais de educar os filhos

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública classificou o programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, da Record, como não recomendado para menores de 12 anos. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro, chamou a atenção por atingir uma atração infantil dedicada a contar histórias da Bíblia.

A medida consta da Portaria nº 2.272/2026. A classificação pretendida era livre para todos os públicos, mas o órgão federal estabeleceu uma faixa etária mais restritiva.

Por que a classificação mudou?

Segundo o documento, a decisão considerou quatro elementos: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.

Entretanto, a portaria não identifica quais cenas ou episódios motivaram a avaliação. Diante disso, surge a pergunta: o que levou uma programação infantil de histórias bíblicas a receber classificação de 12 anos?

Os desenhos apresentam narrativas adaptadas para o público infantil, com ensinamentos sobre fé, obediência, justiça e valores morais. Por isso, é importante esclarecer quais elementos específicos da produção justificaram a nova classificação, sem confundir o conteúdo exibido com todas as passagens presentes na Bíblia.

O que muda para quem assiste?

  • A nova classificação não proíbe os desenhos nem impede que menores de 12 anos assistam ao programa.
  • As regras do Ministério da Justiça recomendam a exibição de conteúdos dessa faixa etária na televisão aberta a partir das 20h. A orientação não é obrigatória, mas gera dúvidas sobre possíveis efeitos na programação matutina.
  • Além disso, a classificação indicativa tem caráter informativo e busca orientar os responsáveis, sem substituir suas decisões sobre o que os filhos podem assistir.

Telespectadores reagem nas redes sociais

A mudança provocou críticas entre internautas, que compartilharam experiências sobre a importância dos desenhos bíblicos em suas famílias.

Iara Mendes contou como a programação contribuiu para sua fé:

“Na minha caminhada da Fé, fui muito evangelizada através desses desenhos Bíblicos da Record.”

Já Rosita Tanaka destacou a experiência com seus filhos:

“Meus filhos foram criados assistindo esses desenhos, isso só acrescentou na vida deles.”

Outra internauta questionou a atenção direcionada à atração diante da variedade de conteúdos disponíveis para crianças em jogos, aplicativos e plataformas digitais.

Também surgiram cobranças por esclarecimentos sobre as cenas analisadas e a aplicação dos mesmos critérios a outras produções.

Ministério da Justiça eleva classificação de desenhos bíblicos da Record para 12 anos

E o que isso pode representar no futuro?

À primeira vista, a classificação de um programa infantil pode parecer uma questão pequena. Mas será que devemos prestar atenção a essas decisões apenas quando a liberdade de crença estiver diretamente ameaçada?

Recentemente, o Portal Universal abordou a preocupação com o monitoramento de púlpitos. Uma pesquisa acadêmica analisou milhares de horas de cultos e missas, provocando discussões sobre os limites desse acompanhamento.

Embora sejam situações diferentes, ambas convidam à reflexão sobre a importância de acompanhar medidas que envolvem manifestações religiosas.

  • A classificação dos desenhos bíblicos não representa censura. Ainda assim, cobrar transparência e tratamento igualitário ajuda a prevenir restrições injustificadas no futuro.

O direito de ensinar os filhos

Para muitas famílias, os desenhos bíblicos também são uma forma de transmitir valores e ensinamentos às crianças.

A Bíblia destaca essa responsabilidade:

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” – Provérbios 22:6

Proteger as crianças de conteúdos inadequados é necessário. Porém, isso deve caminhar ao lado do direito dos pais de educar os filhos conforme suas convicções.

A liberdade religiosa também envolve o direito de ensinar e compartilhar a fé. Por isso, acompanhar e questionar decisões que possam afetar esses direitos é uma responsabilidade de todos.

  • Afinal, se não estivermos atentos às pequenas mudanças, como reconheceremos aquelas que realmente ameaçam nossas liberdades?
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Redação | Foto: iStock e reprodução Youtube