Imunidade contra COVID-19 pode ser mais duradoura do que se esperava

Estudo com pacientes que tiveram SARS mostrou que células de defesa ainda estavam presentes e podem proteger contra o novo coronavírus

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Pesquisadores de Singapura fizeram uma descoberta importante sobre a imunidade contra a COVID-19. Após 17 anos da epidemia de SARS, doença também causada por um coronavírus e que teve pico de casos entre 2002 e 2004, pacientes que se recuperaram desse vírus ainda apresentam Células T — um tipo de linfócito, células de defesa do sistema imunológico presentes no sangue — específicas para tipos de proteína daquele coronavírus.

Estudo publicado na Revista Nature no dia 15 de julho último, como prévia antecipada e ainda sem a revisão ou edição tradicionais, demonstrou que esses pacientes possuíam Células T específicas que conseguiriam criar uma reação cruzada e combater a COVID-19.

Também foi testada a eficiência dessas células de defesa presentes em pessoas que tiveram o novo coronavírus e, em diversos campos, todos apresentaram resultados positivos.

Segundo os pesquisadores, “essas descobertas demonstram que as Células T criadas por infecções por Betacoronavírus são duradouras, embasando a noção de que pacientes que contraíram a COVID-19 vão desenvolver uma imunidade duradoura”.

Para chegar a estas conclusões, foram testados 23 pacientes que se recuperaram da SARS e 36 que se superaram da COVID-19.

“Nossas descobertas também levantam a intrigante possibilidade de que Células T duradouras, geradas por infecções de vírus relacionados, podem ser capazes de poteger contra ou modificar a patologia causada pela infecção do novo coronavírus”, completam os pesquisadores.

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Reprodução R7 / Foto: Getty Images