“Foram três anos e meio dormindo embaixo de pontes e comendo lixo”

Por 27 anos, Risolene da Silva enfrentou uma vida marcada por depressão, vícios, problemas espirituais e miséria extrema

Imagem de capa - “Foram três anos e meio dormindo embaixo de pontes e comendo lixo”

Risolene Lúcia da Silva, de 49 anos, teve o primeiro contato com a fé ainda na infância, quando a mãe levou toda a família para a Igreja Universal.

Porém, aos 15 anos, a microempresária decidiu seguir o próprio caminho. “Eu me envolvi com um rapaz na escola e me afastei de Deus para viver com ele em meio à criminalidade, em um mundo destruído”, relembra. Ao todo, ela diz que foram 27 anos longe da presença de Deus.

As drogas passaram a fazer parte de sua rotina e, para manter o vício, ela não media esforços: “Eu andava armada pelas ruas e comecei a praticar pequenos furtos. Apesar de não ter sido presa, fui muito procurada pela polícia”.

Uma vida na rua

Ainda na juventude, Risolene vivia conflitos internos que provocavam tristeza e, ao mesmo tempo, o desejo de se aventurar. Com essa ideia, ela fugiu com o namorado. “Nós fomos morar na rua. Foram três anos e meio dormindo embaixo de pontes e comendo lixo”, conta. Para se proteger, ela buscou a ajuda de espíritos. “Fiz tatuagens e até hoje tenho marcas dos pactos que fiz com entidades”, diz.

Segundo ela, isso trouxe ainda mais perturbações: “Minha mente era muito confusa, comecei a ver vultos e demônios tentando me levar”. Carregando uma tristeza profunda, Risolene tentou o suicídio incontáveis vezes.

Soma de problemas

A gravidez da primeira filha tirou o casal da rua, mas a casa não se tornou um lar. “Nós alugamos uma casa, mas não consegui abandonar os vícios. Continuei usando drogas, fumava três maços de cigarro por dia e bebia compulsivamente. Chegava a consumir 20 garrafas de bebida sozinha”, afirma.

Com o passar dos anos, a família cresceu e os problemas, também. Então, veio a decisão de mudar de São Paulo para o Rio de Janeiro. “Eu tinha esperança de recomeçar, mas tudo piorou. Passei a me cortar, meu marido ficou surdo e mudo e meus cinco filhos tinham vários problemas de saúde. Eu estava no meu limite.”

A vida está em Deus

Ao ver um templo da Universal, Risolene conta que sentiu saudade da época em que vivia na presença de Deus e entrou para pedir ajuda. Ela diz que enfrentou problemas espirituais e uma depressão profunda por mais de três anos. “Precisei me perdoar por ter me afastado de Jesus e me entregar por completo. Só assim Deus pôde me libertar.”

Há 14 anos, ela e a família vivem uma nova história. “Recebi o batismo com o Espírito Santo e alcancei o que mais desejava: a paz na alma. Hoje tenho sossego, alegria e força para vencer minhas batalhas”, conclui.

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Colaborador

Cinthia Cardoso / Foto: Ozair Júnior