Rede aleluia

Notícias | 12 de agosto de 2019 - 10:37


Eles não desistiram

Ele não enxerga e ela não anda, mas as limitações não os impediram de realizar seus objetivos mais desafiadores

Dois amigos têm chamado a atenção da mídia. E não é para menos: ele é cego e ela não pode andar. Eles têm em comum o gosto por atividades ao ar livre e isso os faz percorrer desafiadoras e belíssimas trilhas do Estado norte-americano do Colorado, que são difíceis até para quem não tem limitações.

Melanie Knecht nasceu com espinha bífida, um problema no desenvolvimento da coluna e da medula espinhal, o que faz com que precise de uma cadeira de rodas. Trevor Hahn ficou cego há cinco anos por causa de um glaucoma. Os dois se conheceram em uma aula de boxe adaptado e se reencontraram pouco depois em uma de escalada.

Os dois decidiram driblar suas dificuldades e fazer uso de suas capacidades provendo um ao outro: ele é as pernas e ela é os olhos da dupla. Trevor carrega Melanie nas costas e ela os direciona. Ficaram famosos por seu perfil no Instagram e, por meio dele, recebem encorajamento de milhares de admiradores.

Trevor já tinha tido uma experiência desafiadora: escalou uma montanha do Himalaia seguindo instruções de seus companheiros.

Melanie também, pois visitou a Ilha de Páscoa e a percorreu carregada por outras pessoas. “Juntos somos o time dos sonhos”, disse Melanie em entrevista ao programa de TV Bom Dia América, no qual Trevor também revelou: “fico muito feliz de ajudar alguém a ter a mesma experiência que eu sempre tive. A melhor parte é poder fazê-la sorrir. Isso me dá um propósito.”

Já na entrevista à revista Outside, eles dão uma lição que serve para qualquer pessoa, deficiente ou não: “esse é o espírito humano. Se você quer algo muito difícil e encontra as pessoas certas que querem o mesmo, pode fazer qualquer coisa”, afirmou Trevor. Os dois planejam subir uma montanha de mais de 4,3 mil metros ainda neste ano.

Qualquer pessoa tem limitações temporárias ou permanentes e, apesar disso, sempre tem algo a oferecer, mesmo quando acha que o que tem seja pouco para ajudar. Essa mentalidade deve ser cultivada tanto em quem quer fazer algo como em quem recebe a ajuda de outras pessoas e esta não deve ser subestimada se tiver algum problema aparente. Melanie dá um recado quanto a isso: “nunca deixe de incluí-las porque acha que elas não podem fazer algo”.


  • Marcelo Rangel / Foto: Reprodução 


reportar erro