Ele ignora a esposa, faz dívida no nome dela e é viciado em celular
No programa Escola do Amor Responde, uma aluna, já exausta com os comportamentos do marido, enviou seu pedido de ajuda aos professores Renato e Cristiane Cardoso. Ela conta que eles se casaram e se tornaram pais muito jovens. No entanto o marido tem se mostrado indiferente e irresponsável em diversos aspectos da rotina e do relacionamento. Entenda o caso e veja as orientações que ela recebeu.
Aluna – Tenho 22 anos e estou com meu esposo há sete anos. Ele foi meu primeiro namorado e nos casamos há quatro anos. Meu marido tem 26 anos e temos uma filha, de três anos. Estamos tendo muitos problemas, pois, quando ele chega do trabalho, come e vai direto para o celular. Ele fica jogando até dormir, não conversa comigo nem demonstra interesse em dialogar sobre o nosso relacionamento ou o futuro de nossa filha.
Com ela, muitas vezes, ele apenas liga a TV ou lhe entrega o celular. Nossa vida íntima praticamente não existe. Já ficamos seis meses sem contato íntimo e, para ele, parece que é algo normal. Eu tento conversar, me arrumar, o procuro e pergunto se posso ajudar em algo, mas quase sempre ele diz que não está a fim.
Também enfrentamos problemas financeiros. Ele já sujou meu nome no passado e, com muito esforço, consegui limpá-lo sozinha. Recentemente, descobri um empréstimo feito em meu nome sem meu consentimento. Quando tentei conversar, ele se irritou, se afastou e ficou dias sem falar comigo. Meu marido diz que vai mudar, mas melhora só por uma semana e logo volta a ser como antes.
Sinto muito cansaço emocional depois de tantas tentativas.
Renato – Nós temos aqui um caso clássico do marido que não oferece nem o mínimo, o básico, à esposa. Aluna, vocês são bem jovens, mas ter pouca idade não é desculpa para nada, pois hoje, com tanta informação, há formas de buscar instruções em boas referências. Para isso, porém, a pessoa precisa querer buscar o que é bom e mudar.
Cristiane – A questão não é vocês terem se casado jovens. Contudo há algo que você não buscou saber. Você está há sete anos com seu marido, sendo três de namoro, e, apesar disso, não sabia que ele jogava muito? Você certamente sabia, mas não achava que isso fosse um problema.
Renato – O modelo que seu marido segue é falido, embora muitos homens também o sigam. Só que isso não é ser homem e muito menos marido. Há um motivo para que ele aja assim. Pode ser porque ele não saiba nem perceba o quanto isso é prejudicial para vocês dois e para ele, em especial. Vocês entraram em um relacionamento e se tornaram pais muito jovens. Ele pode não estar sabendo o que se espera dele e, por isso, pode estar se sentindo frustrado. Ele deve ver os amigos levando a vida de solteiro e se divertindo, enquanto ele está em casa “preso” a um casamento, com uma filha e ouvindo reclamações. As frustrações podem estar tomando conta dele e ele está descontando isso em você. Ele se sente um fracasso em muitos sentidos e, por isso, tem se refugiado em outras coisas, como o celular.
Sendo assim, já que ele não busca ajuda, você terá que buscar. Procure um homem mais velho, talvez o pai dele ou o seu, um tio ou até mesmo o pastor da Igreja. Ele precisa ser chamado à responsabilidade. Leve esse problema para alguém que ele respeite. Se você já falou do problema com ele e não houve mudança, você precisará buscar ajuda. Senão, vocês dois irão para o buraco.
Cristiane – Busque ajuda também em Deus. Perante esse tipo de problema, você fica impotente, já que tentou resolver de muitas formas e está aí aguentando muita coisa. Tem uma hora que é necessário buscar em Deus. Amiga, faça a Terapia do Amor primeiramente por você, buscando, assim, a ajuda de Deus também para ele. Existem problemas que não se resolvem com conversa, orientação e conselho, pois são questões que só Deus pode resolver. Você precisa de um milagre para que a mente de seu marido se abra e ele se enxergue.
Renato – Ele também precisa se abrir com alguém que ele confie. Essa pessoa não deve atacá-lo ou criticá-lo, para evitar que ele se sinta pior do que já está. Precisa ser alguém com maturidade e que ele respeite para que ele abra o coração, fale e receba orientações, ou seja, uma conversa de “homem para homem”. E você precisa participar da Terapia do Amor, às quintas-feiras, na Universal mais perto de você.
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