Ele é conhecido como "Ex-morto"

Erenilson dos Santos caiu de 12 metros de altura e tinha apenas 1% de chance de sobreviver

Imagem de capa - Ele é conhecido como "Ex-morto"

Parecia um dia de trabalho como outro qualquer quando Erenilson dos Santos, de 65 anos, que na época trabalhava como pedreiro, saiu de casa para inspecionar um serviço que tinha realizado no telhado de um galpão.

Na ânsia de resolver o problema logo, Erenilson dispensou o equipamento de segurança. Segundo ele, “era apenas uma verificação de rotina e não precisava”. Contudo a negligência lhe custou caro. Ele armou a escada, subiu até o topo e não se recorda o que aconteceu depois. Até hoje ele não sabe se ficou tonto ou se a escada escorregou e ele caiu. Ele só sabe que acordou depois de 15 dias no hospital.

O que Erenilson não sabia é que tinha despencado de uma altura de quase 12 metros (o equivalente a quatro andares) e caiu de cabeça no chão. O socorro médico foi rápido, mas ele entrou em coma, com 80% do corpo comprometido e 1% de chance de sobreviver. Um pulmão foi perfurado, a bacia foi destruída e ele teve fratura exposta. Ele perdeu o baço e a cabeça ficou mole “como um abacate maduro”, diz. Ele levou mais de 80 pontos, que iam da virilha ao pescoço. Se sobrevivesse, o que parecia impossível, ficaria com sequelas.
Sua filha, Katiucia Santos Braga, de 38 anos, diz que recebeu uma ligação e foi informada de que seu pai havia sofrido um acidente. “Uma conhecida nossa ligou e disse que o estado dele era grave e, se fosse possível, era para eu ir vê-lo pela última vez porque os médicos já estavam ‘dando ele como morto’”, revela.

No dia seguinte, Katiucia viajou de Vitória da Conquista (BA), onde mora, a São Paulo (SP), onde seu pai vive. Ela conta que, ao chegar no hospital e vê-lo intubado, foi impossível não chorar, mas que sua fé falou mais alto. “A palavra de morte é do homem e não a Palavra de Deus. Ele vai sobreviver, em nome do Senhor Jesus”, pensou.

Ela passou a participar da corrente de cura da Universal em favor de seu pai. Erenilson, que também já era membro da Igreja, realizara, cinco dias antes do acidente, um voto com Deus por sua vida. Hoje ele reconhece que, sem saber o que lhe reservava o futuro, fazia uma oração que lhe pouparia a vida. “Eu fiquei 15 dias em estado de coma, morto e hoje sou um milagre vivo. Não era para eu estar andando nem vivo porque meu corpo foi todo aberto. Estou aqui hoje porque Deus teve misericórdia de mim”, relata.

Queda

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as quedas são a segunda principal causa de mortes por lesões não intencionais em todo o mundo e ficam atrás apenas dos acidentes de trânsito. Todos os anos, a queda mata 684 mil indivíduos.

No Brasil, 40% dos acidentes estão relacionados a quedas. Só em 2017, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), quase 15%  das mortes ocorridas no ambiente de trabalho se relacionaram a quedas.

Independentemente do gênero ou idade, todas as pessoas que caem correm risco de lesões, das mais simples até uma fatal. Todavia muitos desses acidentes podem ser evitados criando locais seguros e estratégias de prevenção, o que inclui, no caso do ambiente de trabalho, treinamento e uso adequado de equipamentos de segurança. Caso presencie uma queda, ligue para 193 (Corpo de Bombeiros) e nunca tente socorrer a vítima. Deixe esse trabalho para os especialistas.

Fontes: Organização Mundial da Saúde e Ministério do Trabalho (Brasil).

Sua filha conta que, assim que o pai saiu do coma e recebeu alta do hospital, o pós-operatório foi surpreendente: “os medicamentos faziam efeito rápido e deixavam os médicos surpresos. Só podemos agradecer mesmo porque Deus é poderoso”.

Apesar de ter deixado o hospital em uma cadeira de rodas, apenas uma semana depois ele já estava andando e saiu para evangelizar e testemunhar o milagre que Deus tinha realizado.

Já se passaram três anos e quatro meses desde o acidente. Atualmente, Erenilson conta que está quase totalmente restabelecido, leva uma vida normal e realiza trabalhos como pintor. “Os médicos diziam que eu não tinha chance porque meu caso era muito grave. Humanamente falando, eu não tinha mais como viver. Eles disseram que, se eu sobrevivesse, ficaria de cadeira de rodas por muito tempo, mas as palavras deles não valeram nada porque eu creio na Palavra de Deus. Eu sirvo a um Deus grande e poderoso e quem crê neste Deus poderoso sai da catatumba para vir à terra”, garante o “ex-morto”, como foi chamado pelos médicos e é conhecido até hoje por quem soube do milagre.

“Do mesmo jeito que Erenilson ficou, hoje muitas pessoas estão doentes ou hospitalizadas e, sem uma atitude de fé sobrenatural, a morte vai chegar para elas”, diz o Bispo Misael Silva, responsável pela ‘Corrente dos 70’ no Templo de Salomão. Segundo ele, mesmo os desenganados pela medicina podem ser salvos por Deus. Por isso, ele convida a todos os que buscam a saúde a participar dessa corrente pela cura.

Se você quer usar a fé e determinar sua cura ou a de um ente querido, compareça à ‘Corrente dos 70’. As reuniões acontecem todas as terças-feiras, no Templo de Salomão, às 10h, 15h e 20h. Ou, participe em uma Universal mais próxima de sua casa. Clique aqui e encontre um endereço.

imagem do author
Colaborador

Núbia Onara / Fotos: cedidas