Ela voltou de olhos fechados

No auge do seu vazio, Lorraine Porto Soares da Mata percebeu qual era o caminho para lutar contra os perigos do mundo

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Lorraine Porto Soares da Mata, de 27 anos, é professora especializada em literatura portuguesa e vive no Rio de Janeiro (RJ). Criada na Universal desde criança, ela enfrentou conflitos familiares na adolescência e se afastou da Igreja. “Em vez de buscar apoio na fé, procurei soluções mundanas, inspirada por colegas. Tive o primeiro contato com o álcool aos 13 anos. Menti que iria fazer um trabalho escolar e uma amiga, cujos pais permitiam que bebesse, me apresentou à vodka. Minha mãe logo descobriu a mentira. Eu sentia que ela me prendia em uma bolha e minhas amigas tinham liberdade”, conta.

Rebeldia

Aos 14 anos, Lorraine começou a fumar maconha e, aos 16, se tornou “completamente rebelde”, como define. “Eu me recusei a frequentar a UniversaI. Toda vez que alguém vinha me chamar, eu dizia que sabia o caminho e que, se eu quisesse, iria de olhos fechados. Conheci outras drogas como LSD, ecstasy, black lança, MD e as usava para esquecer os problemas e o vazio interior. Eu me assumi usuária e falei para os meus pais. Eu não queria fingir uma vida de fé enquanto vivia de forma diferente. Mesmo trabalhando e estudando, eu fumava maconha e bebia todos dias”, diz.

Livramentos

Lorraine conta que seu consumo de drogas aumentava muito aos finais de semana. “Eu não queria ficar em casa, saía na sexta e só voltava na segunda. Com 19 anos, uma pessoa mal-intencionada me deu ecstasy misturado com cocaína em uma rave. Fiquei quatro dias sem conseguir dormir, mas não tive overdose. Foi um livramento. Outro dia, eu estava fumando no meu quarto e minha mãe acordou, acreditando ter sido ‘mandada por Deus’ para mandar eu parar de fumar maconha. Inexplicavelmente, eu obedeci. No dia seguinte, tive uma grave crise de bronquite, mas poderia ter morrido se continuasse fumando”, avalia.

Dor na alma

Por insistência de sua mãe, Lorraine passou a frequentar gradualmente a Universal. “Comecei pela Terapia do Amor, pois queria salvar um relacionamento com um rapaz, mas não deu certo. No passado, eu cheguei a me envolver com mulheres e a ser amante, mas só me frustrei também. Quando minha mãe foi para São Paulo para o tour do Templo de Salomão, na virada para 2023, eu já planejava festas assim que ela viajou, mas senti um incômodo tão grande ao sair de casa que acabei voltando. Passei a madrugada chorando e percebi que nem as bebidas nem as drogas amenizavam a dor na minha alma. No dia seguinte, fui à Universal”, lembra.

Proteção de Deus

Na vigília de Ano Novo, ainda planejando ir a uma festa depois, ela ouviu uma voz que a alertou para não ir, do contrário, morreria. “Aceitei o chamado e me entreguei. Levou quase um ano para eu me libertar completamente do vazio e dos vícios, com algumas recaídas.”
Ela viveu um momento decisivo em novembro de 2023, durante um Jejum de Daniel: “Eu firmei um compromisso com Deus: ou Ele me batizava com o Espírito Santo, ou eu voltaria à vida antiga. Hoje, totalmente curada e renovada, tenho a consciência de que as ‘proibições’ de Deus não são restrições, mas proteção contra nós mesmos e os perigos do mundo”, conclui.

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Colaborador

Eduardo Prestes / Fotos: Cedidas