Desafio do sal: mais uma "brincadeira" de mau gosto e perigosa
Crianças estão colocando a saúde em risco com moda da internet
A cada dia mais de 4 bilhões de vídeos são assistidos todos os dias pela internet. E isso somente no Youtube. Outras plataformas, como o Tik Tok, Vímeo, Blip angariam bilhões de usuários, sendo a maior parte formada por crianças e adolescentes.
O problema está em todos esses usuários menores de idade, os quais, raramente, são supervisionados por adultos enquanto usam essas redes sociais. O que as torna terreno fértil para o surgimento de vários “desafios” perigosos. Se, em fevereiro, a moda era o “desafio da rasteira”, março começou com crianças do mundo inteiro postando o “desafio do sal”.
A “brincadeira” consiste em encher a boca de sal e gravar a reação. O que poucos percebem é que ingerir uma quantidade tão grande de sal, de uma vez, pode acarretar riscos imediatos para a saúde.
Consequências graves
Ao ingerir muito sal em um curto espaço de tempo, o organismo sofre uma hipernatremia hipervolêmica – reação caracterizada pelo desequilíbrio entre a quantidade de sódio e de água do organismo. Isso aumenta a pressão arterial e sobrecarrega o sistema cardiorrespiratório.
Ademais, o excesso de sal também sobrecarrega os rins, podendo acarretar lesões.
O perigo ainda é estendido a importantes funções neurológicas, podendo provocar confusão momentânea, excitabilidade neuromuscular, convulsões e até mesmo coma.
Todos esses riscos em troca de visualizações e curtidas nas redes sociais.
Pais, atentem-se!
Embora queiram ser independentes, crianças e adolescentes são pessoas ainda em formação. Muitas vezes, eles não percebem o risco que estão correndo. E é papel dos pais estarem atentos por eles.
“Os pais têm o direto de controlar o conteúdo acessado pelos filhos na internet, orientando-os sobre o que estão assistindo e postando”, explica Andrea Villas Boas, coordenadora da Escola Bíblica Infantil (EBI).
De acordo com ela, a atenção dos pais conduz o que os filhos aprendem dentro e fora de casa, inclusive na internet. O “mundo online” está repleto de más influências e péssimas ideias – como o desafio do sal. Em conclusão: Proteger as crianças é um dever dos adultos.
“Eles devem estar atentos e presentes na vida dos filhos, procurando ensinar e orientar sobre essas modinhas que aparecem e não trazem benefício. Pelo contrário: na maioria das vezes, as consequências podem ser até fatais”, conclui Andrea.
A EBI é um projeto da Universal que apoia, dá suporte e orienta pais e responsáveis sobre como educar os seus filhos de maneira justa e eficiente. Para saber mais sobre as atividades da EBI, clique aqui.
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