COVID-19: Adesivo percebe doença antes dos primeiros sintomas

Tecnologia é capaz de detectar o novo coronavírus mesmo em pessoas assintomáticas

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Pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) desenvolveram um adesivo capaz de identificar os primeiros sinais de COVID-19, mesmo que o paciente seja assintomático.

O adesivo é revestido por borracha flexível e funciona enviando os sinais vitais da pessoa por bluetooth para um computador ou smartphone escolhido. Ele monitora frequência cardíaca, fluxo sanguíneo, temperatura corporal, intensidade e sons da respiração. Ademais, é capaz de medir a intensidade e sons da tosse, sendo que o objetivo nesse caso é distinguir uma tosse comum de uma tosse de COVID-19.

A tecnologia ficou pronta há algumas semanas e vem sendo testada em algumas pessoas desde então. Até o momento, já foram recolhidas mais de três mil horas de dados. Os resultados são positivos e, por isso, a Universidade pedirá autorização ao Governo dos EUA para disponibilizar o produto à população.

Dispositivos de combate à pandemia

O engenheiro biomédico que lidera o projeto John Rogers explica que o “dispositivo aborda uma questão-chave na pandemia de COVID-19: a capacidade limitada dos sistemas de saúde”.

De acordo com ele, “ao monitorar continuamente indivíduos de alto risco, como profissionais de saúde e idosos, podemos minimizar o número de visitas hospitalares desnecessárias e fornecer um alerta precoce para permitir medidas preventivas.”

Dispositivos como esse podem diagnosticar a COVID-19 mesmo antes de os pacientes demonstrarem qualquer sintoma. O alerta serviria para colocá-los em isolamento social. A Universidade Stanford (EUA), por exemplo, está utilizando tecnologia parecida. Nesse caso, o paciente utiliza uma pulseira.

A pulseira de Stanford detectou sintomas da doença, em média, quatro dias antes de as pessoas apresentarem qualquer sintoma expressivo. Houve um caso em que a pulseira detectou atividade do novo coronavírus nove dias antes dos sintomas.

No Brasil também existem tecnologias sendo criadas para combater a pandemia de COVID-19. A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por exemplo, desenvolveu um dispositivo inteligente que pode ser usado para intubações traqueais decorrentes do novo coronavírus, facilitando o trabalho das equipes de saúde. Clique aqui e saiba mais sobre ele.

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Colaborador

Andre Batista / Foto: Divulgação