Clamor da liberdade em todo o Brasil
No último domingo de 2020, o Grupo UNP levou assistência social e espiritual aos presos, ex-presidiários e seus familiares
No último domingo do ano, dia 27 de dezembro, o grupo Universal nos Presídios (UNP) promoveu, em todo o Brasil, o evento “Clamor da Liberdade: com o fim do gemido”. Em São Paulo, o encontro foi realizado na Igreja anexa ao Templo de Salomão, no bairro Brás. A ação é realizada anualmente e reúne as famílias e os seus respectivos integrantes que se encontram em regime semiaberto, ex-presidiários e aqueles que estão em saída temporária, que é o indulto de final de ano.
O indulto é um direito garantido pelo Artigo 122 da Lei da Execução Penal. “No entanto, nem sempre isto os beneficia, pois muitos acabam saindo e cometendo outros crimes”, explicou o Pastor Clodoaldo Rocha, responsável pelo trabalho evangelístico do UNP. “Com essa ação, a Universal trouxe às Igrejas mais de 10 mil presidiários que poderiam estar nas ruas, mas estiveram na presença de Deus com seus familiares”, completa.
A iniciativa alcançou, ao menos, 11.226 presidiários e familiares. “Muitos carregam cargas pesadas, além do preconceito que enfrentam”, observa o Pastor Clodoaldo.
UNP de braços abertos
Josué da Silva, de 20 anos, conheceu a UNP dentro do presídio. “Um dia eu decidi que queria usar a camiseta (dos voluntários do grupo) para levar à Palavra de Deus a um presidiário”, conta Josué. Ele lembra que não gostava da Igreja e que tinha vontade de morrer. “Mas a Universal e a UNP acreditaram em mim.”
No presídio ele conheceu Luiz Diego da Silva Pinheiro, de 35 anos. Os dois participaram do evento da UNP.
Diego conheceu o grupo em 2016. “Em 2018, decidi me lançar de vez na Palavra de Deus e Ele me honrou. Encontrei a paz que tanto procurei. Recebi o Espírito Santo e o amor pelas almas. Da mesma forma que ouvi uma Palavra que mudou minha vida, procurei levar a Palavra de Salvação aos que estão lá dentro”, conta.
Aos 24 anos, Diego foi convidado por amigos para alugar um carro com o objetivo de passear. Não houve passeio e o carro foi usado para a prática de crimes. Ele embarcou, literalmente, no tráfico internacional e foi preso duas vezes. “Na segunda vez, os voluntários da UNP disseram que eu tinha uma familia da Fé e que havia um propósito de Deus na minha vida para ganhar almas. Com a pandemia, arregaçamos as mangas e fizemos a Obra de Deus acontecer lá dentro. Às vezes, a gente se pergunta o porquê das coisas, mas a verdade é que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.”
Assistência Jurídica
Hora antes do clamor, advogados voluntários estiveram no local para prestar auxílio jurídico gratuito, pois muitos presos nem sequer conhecem a própria situação processual.
A advogada Simone Amaral Rocha da Silva é voluntária do UNP há cinco anos. “Tive a honra de dividir o conhecimento que Deus me deu para ajudar pessoas esquecidas pela sociedade. Através desse trabalho, muitos
foram ressocializados.”
Cada presidiário ou familiar recebeu um panetone ao final do evento. Também foram distribuídos exemplares da Bíblia Comemorativa – 40 anos – com anotações de Fé do Bispo Macedo. “A força desse trabalho está em alcançar o maior número de pessoas para dar a elas a oportunidade de terem suas vidas transformadas por meio da Fé”, finaliza o Pastor Clodoaldo. Ele reforçou que a liberdade que a Fé promove começa pelo interior restaurado de cada pessoa.
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