Brasileiro cria ferramenta que usa as redes sociais para identificar a depressão
Uma pessoa comete suicídio a cada 45 minutos em virtude da doença no Brasil
A depressão é a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
É a doença mais incapacitante do mundo, segundo o órgão. Em nível mundial, há mais de 300 milhões de pessoas com depressão. A cada 40 segundos, ocorre um suicídio em decorrência da doença no mundo.
No Brasil, em média, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia em virtude do problema, o que equivale a uma pessoa a cada 45 minutos.
O País é o primeiro na América Latina em quantidade de doentes: existem 11 milhões de depressivos.
Mas, se os números assustam, há quem busque combater este mal. Em uma pesquisa inédita, que usou como base informações públicas extraídas do Twitter, o bacharel em ciência da computação Otto von Sperling, da Universidade de Brasília (UnB), mostrou que é possível identificar sinais de depressão a partir das redes sociais. Em 80% dos casos analisados, foi possível diferenciar usuários com sintomas daqueles que não apresentam indícios da doença.
O trabalho incluiu 2.941 usuários do Twitter. Deste total, 1.486 depressivos e 1.455 sem depressão. Com essas informações, foram induzidos modelos de inteligência artificial para captar os sinais dentro do Twitter. “Comecei a pesquisa motivado pelos casos de suicídio que via entre os colegas. Em cinco anos, foram casos após casos. Quis desenvolver uma ferramenta para ajudar as pessoas a identificar a depressão e ajudar os profissionais com o tratamento”, afirmou o autor da pesquisa em entrevista ao site Metrópoles, portal de notícias do Distrito Federal.
De acordo com Sperling, existem diferenças nos sinais deixados nas redes sociais que são correlacionados com o problema em diversos estudos. “Extraímos sinais medindo o estilo linguístico, os padrões comportamentais, os tweets e perfis públicos dos usuários. Os modelos resultantes distinguem com sucesso o grupo positivo (depressivo) e de controle (não depressivo)”, explicou.
A ideia é que o estudo seja usado para auxiliar na elaboração de políticas públicas com caráter preventivo. “Ao fazer isso, demonstramos a utilidade das mídias sociais para detectar traços relevantes de comportamento e estado de espírito dos usuários no Brasil”, diz o pesquisador na conclusão do estudo.
A pesquisa pode contribuir para que pessoas que apresentam o problema sejam percebidas com mais facilidade e assistidas em seus tratamentos. A Universal tem se dedicado a ajudar as pessoas a combaterem esse sofrimento. A depressão é uma doença da alma que não pode ser ignorada.
Se conhece alguém que está enfrentando o problema ou se é você que está com sinais da doença, busque toda a ajuda possível, tanto médica como espiritual.
Lembre-se que a Universal ajuda milhares de pessoas a se livrar deste mal em suas reuniões de libertação, que acontecem às sextas-feiras. Procure a mais próxima em universal.org/localizar/
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